Está aqui

Últimos comentários

  • tiagduarte comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Amiga,

    O que é preciso é tentar, e não desistir... são breves palavras que aqui te deixo mas acredita, com boa intenção.

    Beijinhos e coragem para enfrentar a vida.

    Ah, se não conseguires conquistar o amor de uma pessoa que vê com os olhos, deixa-te contagiar por uma que vê com o coração, que tenho esperança que vais encontrar.

    Tiago Duarte

  • Jorge Teixeira comentou a entrada "PARTE 2 DE: PORQUE É QUE ALGUÉM NASCE COM PROBLEMAS NOS OLHOS?" à 16 anos 2 meses atrás

    Amigos:

    Criei um grupo de discussão para tratar da questão: haverá vida depois da morte? Segundo me parece é tema importantíssimo já que todos, um dia, nos depararemos com esta questão, à qual não poderemos fugir. Porquê deixar para perguntar quando nos virmos diante do fim da existência física?

    Pelo meu lado, tendo passado os últimos vinte anos a estudar o assunto, acredito _ como a maioria das religiões _ que o espírito continua a viver quando o corpo fenece. Mas como não me considero dono da verdade, pretendo ouvir as opiniões e as experiências de todos os que quiserem participar e acredito que ninguém deixará de ganhar com a troca de ideias.

    Para ajudar a ordenar a conversa, se me permitirem, vou propondo alguns itens para análise, contando, embora, com as sugestões dos participantes para conduzirem o diálogo na direcção que forem achando mais interessante.

    Começo por pedir a todos uma pequena apresentação pessoal e que revelem a razão pela qual aceitaram participar num grupo com este objectivo. Também gostaria que começassem por responder ao seguinte desafio:

    Acredita na existência de Anjos Guardiães? Porquê? Se acredita, já tentou obter algum tipo de auxílio de tais entidades? Conseguiu obter tal ajuda?

    Muito obrigado por ter aceite participar neste grupo!

    O moderador:
    Jorge Teixeira

  • Jorge Teixeira comentou a entrada "CONHECIMENTO DA VIDA DEPOIS DA MORTE AJUDOU-ME A ENCARAR A DEFICIÊNCIA" à 16 anos 2 meses atrás

    Caro Abraão, como vai?

    Criei um grupo de discussão para tratar da questão: haverá vida depois da morte? Segundo me parece é tema importantíssimo já que todos, um dia, nos depararemos com esta questão, à qual não poderemos fugir. Porquê deixar para perguntar quando nos virmos diante do fim da existência física?

    Pelo meu lado, tendo passado os últimos vinte anos a estudar o assunto, acredito _ como a maioria das religiões _ que o espírito continua a viver quando o corpo fenece. Mas como não me considero dono da verdade, pretendo ouvir as opiniões e as experiências de todos os que quiserem participar e acredito que ninguém deixará de ganhar com a troca de ideias.

    Para ajudar a ordenar a conversa, se me permitirem, vou propondo alguns itens para análise, contando, embora, com as sugestões dos participantes para conduzirem o diálogo na direcção que forem achando mais interessante.

    Começo por pedir a todos uma pequena apresentação pessoal e que revelem a razão pela qual aceitaram participar num grupo com este objectivo. Também gostaria que começassem por responder ao seguinte desafio:

    Acredita na existência de Anjos Guardiães? Porquê? Se acredita, já tentou obter algum tipo de auxílio de tais entidades? Conseguiu obter tal ajuda?

    Muito obrigado por ter aceite participar neste grupo!

    O moderador:
    Jorge Teixeira

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Olá,
    Sim, concordo inteiramente com a sua opinião mas nem sempre é fácil. Há muita gente que fala de mim aos pais, por exemplo mas que, se vão na rua e passam por mim nem olá me dizem. Não consigo compreender isso.
    Eu própria, em conjunto com os professores organizámos algo do género, ou seja, tentar criar um convívio entre cegos e normovisuais mas nem isso resultou com os meus colegas. Fui praticamente posta de parte e ainda me disseram na cara que, quando os professores faziam mais pressão para eles andarem comigo era quando menos lhes apetecia, nunca vou esquecer esta frase. Se ainda há discriminação a este nível, quanta haverá no amor... Claro, acredito que nem sempre seja assim, há sempre gente que consegue olhar para nós e ver-nos como outra pessoa qualquer, sem pensar que somos uns coitadinhos, etc. Acho que é necessário fazer algo para que esta sociedade deixe de olhar para nós com pena, constragimento e por aí adiante.
    Beijinhos

  • tiagduarte comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Olá ana!

    Parabéns por teres mandado este teu comentário, que reforça uma palavra tão falada mas ao mesmo tempo difícil de conseguir pelos mais diversos motivos: inclusão!

    Beijinhos.

    Tiago Duarte

  • Ana Duarte comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Em resposta a um comentário da Sofia Santos (30-10-2009) e após ter lido alguns outros comentários, não posso deixar de tecer um comentário, provavelmente algo alongado, a reforçar o que venho dizendo desde há algum tempo, aqui e ali, na expectativa da desejada mudança de mentalidade, para o que seria quase necessária uma espécie de inversão de factores, do tipo, haver uma minoria de normovisuais no mundo, o que efectivamente não sucede. Mas não vamos tão longe!
    Imaginem um qualquer evento social, por exemplo, não direccionado a cegos, mas onde estes se encontrassem em franca maioria, num daqueles convívios tão salutares... acreditem que os normovisuais presentes nesse mesmo encontro iriam reparar em vocês, é um facto, como reparam em qualquer normovisual que passa a seu lado na rua, mas nesse contexto em particular, iriam ter oportunidade de captar informações úteis para melhor vos conhecerem, quanto à vossa personalidade, ao modo de estar, ser e agir, etc. Mais cedo ou mais tarde iriam captar a vossa simpatia e iam acabar por se render às evidências do encanto da vossa diferença, como eu mesmo vi normovisuais em minoria render-se em vagãos de comboio, por exemplo, diante de uma bela tripulação de cegos e seus cães-guia que se dirigiam para aquele arraial habitual em Mortágua. Senti-me muito feliz por perceber que estava a decorrer ali uma aprendizagem, entre crianças e adultos, ou a farsa era muito grande! Acreditei que aquelas pessoas teriam ficado marcadas para sempre com excelentes registos de gente fantástica, súper divertida e brincalhona (cega), educada e capaz de se "desimerdar" sozinha (vamos dizer assim) com as suas bagagens e seus guias, ou até bengalas. Em outro vagão onde menos cegos seguiam, pude reparar em alguns olhares inicialmente constrangidos, talvez, mas que logo se deixaram "converter" e me passavam olhares de autêntica cumplicidade, que tão me faziam sentir... sintonizamos no ar o valor do encontro entre o mais e o menos comum como algo importante para desfazer maus entendidos, ou quaisquer imagens menos boas que cada um possa construir no seu imaginário e que impedem, por ventura, de se dar a conhecer e ter interesse em conhecer o outro e, posteriormente, com ele se relacionar de modo mais próximo.
    Concretizando e exemplificando, se no súper mercado, no restaurante ou no café, no centro comercial, na discoteca, ou no cinema, ou em algum espectáculo musical, teatral, ou outro, se encontrar um número mais considerável de cegos, cruzando o caminho dos dos normovisuais, estou certa que deixariam de vos olhar de modo diferente com a tal pena e até vergonha, como alguém falou, mas com uma expressão do tipo "já conheço estes tipos e sei que são uns gajos porreiros. Sei do que são capazes de fazer, não há nada de novo neles, são como eu, por isso, não vou dar-me ao trabalho de perder tempo a contempla-los... para criticar o quê, depois?" Não sei se vos fiz passar bem a imagem, mas a essencia parece-me ser esta. Basicamente, ao deixar de ser o cego a minoria (ainda que continue sendo, ok, mas não de modo isolado), já não estaria tão escondido na sombra e menos exposto, as sensações do "desconhecido" no normovisual mudariam, favorecendo a natural mudança de mentalidade e de comportamento, posteriormente, para com os cegos em geral, quero acreditar! Naturalmente, que tal como eu mesma tive de aprender muitas coisas sobre vocês, há muita coisa que vocês têm a ensinar aos normovisuais de um modo geral e isso só é possívek em contexto real, dado que ninguém se vai inscrever em cursos de formação para o descobrir, a menso que seja familiar próximo de algum cego, imagino.
    Ora, se o convívio com A, B e C não é capaz de promover comentários e interferir com mentalidades e gerar mudanças na sociedade, só importa gizar actitudes/ projectos arrojados para a promover...
    O Aparthaide não ocorreu a partir de mentalidades inconformadas que desejaram lutar por um ideal que achavam justo conquistar? Foi suado, teve o seu mérito e por certo não gerou arrependimento em ninguém nos dias que correm! Não é para comparar, mas a essência dá para ver qual é.... Vale a pena o esforço e o desejo de tentar fazer algo para mudar o rumo das coisas na sociedade quando se percebe que as coisas podiam ter um rumo melhor se os próprios cegos se "impusessem" à sociedade normovisual. A melhor sensibilização, acreditem, é passível de surgir do "confronto massivo" para deixar marcas profundas em quem cruza o vosso caminho. além de melhor conseguir transmitir o vosso lado mais preservado quando vão sozinhos pela rua, mas bastante atraente para quem vos conhece no convívio diário, favorece um melhor conhecimento sobre a vossa personalidade nada coitadinha e ainda terão a chance de deixar que se encantem por alguns de vós e com o passar do tempo e a possibilidade de se relacionarem mais frequentemente com alguns normovisuais, quem sabe o romance não venha a pairar no ar... tudo vai do dar-se a conhecer, lembrem-se disso!
    Promovam encontros/ actividades conjuntas aqui e ali (meros encontros banais de amigos com o propósito de marcar presença), de modo a contribuir para que vos conheçam melhor no dia-a-dia e vos saibam valorizar como deve ser. Não pelo A, pelo B ou pelo C, mas pelo conjunto dos cidadãos cegos, sobretudo daqueles que não saem de casa por se sentirem manietados pela falta de confiança neles, por parte de seus familiares tolhidos por vergonhas, medos e sei lá o que mais...
    O Lerparaver é realmente uma porta aberta para uma interajuda fantástica na troca de impressões entre todos e para quem mais necessita de apoio moral conquistá-lo e não abrir mão dele! Não deixem de se apoiar mutuamente e aproveitem esta e outras janelas para gizar pequenos projectos, aparentemente banais, mas que se traduzirão em oportunidades para transmitir mensagens importantes em público, que vão além das actividades divertidas que se levam a cabo no Arraial de Mortágua! Dancem em grupo, como se ninguém estivesse a olhar, beijem, fumem mas não se droguem (faz mal lol), riam bastante das piadas que vos ocorrem na hora certa, com aquele humor que tantos de vós têm e divirtam-se, experimentando roupas e calçado e nem que cheguem ao fim a dizer que não gostam de nada para comprar, por este ou aquele motivo (sem mostrar arrogância ou indelicadeza, claro, para não passar ideias erradas!). Em suma, ocupem mais espaço em cada espaço da cidade onde moram (não nos mesmos sítios) e deixem que outros humildes desconhecidos vos conheçam, também, nem que seja de vista e sintam orgulho um dia, em se aperceber que foram capazes de mudar de mentalidade, a partir de algo que puderam observar no vosso comportamento ou atitude, por vocês se terem cruzado no seu caminho, até na paragem do autocarro e se deram ao luxo de meter conversa com alguém para mostrar o vosso lado simpático, mesmo no taxi ou seja lá onde for! Não entendam estas palavras como uma espécie de ida ao Zoo para ver os diferentes animaiszinhos, pois nada se assemelha a isso. Procurei transmitir-vos impressões que recolhi com os meus olhos e que após ter feito uma sessão de apresentação numa turma de formação, evocando o tema em causa, percebi as inúmeras dúvidas e desconhecimento de tanta coisa e vi o olhar de um certo espanto e simultânea valorização sobre o cego, depois e eu explicar uma série de coisas e mostar imagens ilucidativas de tantas outras coisas. Portanto, acredito que aquilo que vos disse rezume aquilo que me parece importante fazer, para dar um contributo a essa tão desejada mudança de mentalidades e possibilitar uma melhor compreensão e relação entre todos como iguais!
    Boa sorte e no que puder ajudar, podem contar comigo...

  • Luís Medina comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    O único problema deste tipo de afirmação é que não resiste aos fatos. E quanto à minha esposa? É bonita? Sim, loira, pequenina, olhos muito azuis e, para que sejamos isentos, tal era evidente pelo interesse que despertava em toda a parte. É inteligente? Dois bacharelados, uma especialização e uma vida repleta de cargos de chefia. Entre seus projetos, viagens, encontrou-me. E por acaso, ter-me-ia conhecido cego? Inteiramente. E por que alguém assim se interessa por um cego? Por que, além de cego, tenho diversas outras características que lhe agradaram porque, afinal, não me resumo a dois olhos inoperantes.

    Conhecemo-nos num evento. Trocamos telefones e, em dois meses, namorávamos. Naquele tempo, ganhava cinco vezes o meu salário, ia a toda parte e se lhe apetecesse ter escolhido outro, tê-lo-ia feito sem qualquer problema. Mas ora, ora, sou trilíngüe, fiz mestrado em uma das mais renomadas universidades do país, falava bem, segundo dizem, sou bonito e, assim, ela considerou-me interessante. Enfim, encontrou alguém que gostava de si mesmo. E então, eu lhes pergunto: o que ela desejaria? Alguém fraco, complexado, melindroso, cabisbaixo, pronto a lamentar que, na grande partilha da vida, foi desfavorecido e que, diante da realidade dura que se impunha, natural era fracassar? Não. Ela não queria ninguém que lamentasse a realidade, mas que se pusesse a mudá-la. Ela queria alguém que a fizesse crescer e, em mim, reconheceu esta pessoa.

    Eu e minha esposa não nos reconhecemos na história que conta. Amamo-nos e a cegueira se quer entrou na pauta de nossos encontros. Lamento verdadeiramente o seu sofrimento, mas não gostaria que o seu desânimo, que a sua constatação verdadeira, mas particular ao seu caso, à sua vida, fosse tomada como regra. Se dissesse que as coisas são simplesmente mais difíceis, bem, aqui teria o primeiro a defender o seu ponto de vista, mas dizer que é sonho, que tal não sucede, bem, é insistir em julgar o mundo pelas quatro paredes que o cercam. Atitude, meu amigo, atitude... Eis o segredo de tudo. Sim, eu sei. Apenas atitude não muda o mundo. Mas o que dizer? Para voar não basta ter asas, mas se não as tiver...

    Digo-lhe tudo isso para que reflita um pouco e se pergunte com sinceridade o que você fez para que as coisas fossem diferentes. Sem que se considere ofendido, permita-me dizer que, pelo pensamento que expressou, parece-me difícil que tenha tido uma atitude positiva diante da cegueira e, como conseqüência natural, pode ter afastado muitas mulheres normovisuais que, enxergando em si alguém que merecesse mais a pena do que o amor, preferiram deixar para outrem a tarefa de cuidar, de amparar... E mesmo que, nas palavras, estejamos a dizer outra coisa, se nas atitudes, não nos afirmamos como pessoas capazes de enfrentar a cegueira como algo que não nos empeça de progredir, não, não somos admirados e, sem admiração, não pode haver amor.

    E digo-lhe mais. Quando começávamos a namorar, estive em apuros, pois uma ex-namorada, também normovisual, inconformada com o fim do relacionamento, armava-me confusões que provocaram o ciúme e a fúria da mulher que, hoje, é minha esposa. Antes de minha esposa, tive outras quatro namoradas normovisuais e se está a dizer que mulheres normovisuais não se interessam por homens cegos, então, há de reconhecer que, por cinco vezes, estive a contrariar a sua tese. Mas o que lhe digo é que já portei-me como coitadinho e, naquele tempo, ninguém, absolutamente ninguém se aproximou de mim. Quando estava a lamentar a má sorte que me impingira o mundo, as únicas mulheres a se aproximarem de mim, eram umas senhoras beatas a conclamarem que se fosse para a Igreja, Deus teria piedade da minha dor. Foi preciso menos do que isso. Bastou que não se apiedasse de mim próprio.

    Então, estou a dizer que a cegueira não impõe nenhuma barreira aos relacionamentos entre cegos e normovisuais? Não. Eu não diria isso. Seria patente falta de realismo. Mas de que forma ela prejudica? Em minha opinião, o problema fundamental concentra-se no início, quando o visual é importante, quando as mãos não se apertaram, mas os olhos já se cruzaram; quando um sorriso, uma mão no cabelo, um sinal, podem decidir se duas pessoas realmente chegarão a se conhecer. Quando ainda nenhuma palavra foi dita, é claro que o fato de um dos interlocutores utilizar uma bengala, faz diferença. Estou convencido de que nenhuma de minhas namoradas idealizou um homem cego. Conecemo-nos, conversamos e, sem que dessem por isso, em algum momento, foram apanhadas pela surpresa de estarem a gostar de um homem cego.

    E quando estamos a falar de relacionamento, falamos de amor? Ou estamos a falar daqueles relacionamentos descartáveis de parceiros que se conhecem, vão para a cama e, a seguir, cospem-se como gomas que já se mascaram. Se estamos a falar dos últimos, então, dada a superficialidade com que se tocam os caminhos, é natural que a cegueira possa empecer. Mas se falamos de pessoas que desejam unir mais do que corpos, então, meu amigo, creio que a cegueira tem seus efeitos atenuados porque, sendo mais profundos os motivos porque se unem, mais tempo se dão para concluir que a cegueira é coisa de pouca importância ou, tal qual sucedeu comigo, mais tempo se tem para não pensar nela e, assim, ignorar o preconceito que é tão mais forte, quanto mais errados sejam os motivos. então, quero respeitosamente dizer-lhe que está errado e a minha história aqui está para prová-lo. E se eu tiver alguma razão no que digo, então, pediria que considerasse os meus argumentos e, refletindo sobre eles, incorporando-os à sua vida, quem sabe, tivesse eu a alegria de vê-lo mais feliz.

  • Ana Duarte comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Estou certa de que muita gente partilhará desse seu desabafo em forma de dicertação. Do meu ponto de vista, apenas veio promover mais um bom momento introspectivo, necessário para cada um procurar fazer o que possa estar ao seu alcance para vislumbrar e usufruir de alguma daquela luz da que mais falta faz para que o mundo não seja tão duro para alguns...
    Felizmente, também na minha vida há bons exemplares desse "artigo", que tão bem a temperam!
    Coragem todos temos, uns mais do que outros, mas a esperança, essa nunca pode morrer, nem se pode deixar que adormeça! Então, que essa coragem se transforme numa chama libertadora para afastar desânimos e pensamentos derrotistas. Quem nasce com algum "Q" de especial tem uma relíquia em si mesmo que só tem de saber valorizar e não deixar que lhe deitem areia para os olhos!Abraços,
    Ana

  • hulk comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    olá, bem este tema dá muito que falar, vou contar um pouco da minha história eu durante a adolescência era um rapaz normal, namorei como todos os sdolescentes tive desgostos amoross e tudo o que um rapaz normal tem.E quando via alguém cego podia ser rapaz ou rapariga olhava com pena, pois é verdade, não se deve fazer mas eu e as pessoas que estavam comigo nesse momento pensava da mesma maneira e havia sempre uma pessoa que dizia: é mesmo triste. se tivesse de ser deficientepreferia ser tudo mnos cego. E eu própio dizia-o, e agora que sou cego sei como nos olham e o que pensam de nó, e quanto ao ter uma namorada que vê, isso é praticamente impossívelporquêé muito raro encontrarmos um casal assim, elas querem é gajos normais que tenham carro ou moto, com bastante dinheiro, só se for uma mulher que esteja mesmo desesperada ou que seja mesmo feia e sque ninguém a queira. desculpem dizer isto mas é a verdade. cegos só casam com cegas, mudos só casam com mudas, surdos có casam com surdas, é assim a vida cruelpara quem é diferente,e não se ponham com sonhos que vão encontrar uma pessoa normal que queira ficar com alguém com algum tipo de deficiência , porqu isso só acontece em sonhos e em contos de fadas. por aqui me fico.

  • anónimo comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Em tudo o que li aqui, há pontos em que todos têm razão porque a experiência é de cada um. Mas já reparei numa coisa: quando se trata de um casal de invisuais, acho que ambos são muito mais independentes no que diz respeito à realização das suas actividades diárias, quer dentro, quer fora de casa. Quando um deles é normovisual ou amblíope, há como que uma perda de competências, ou quebra no seu desenvolvimento, da parte do que tem falta de vista, porque pôe a sua vida nos olhos do outro. Claro que isso é muito cómodo, mas para o elemento que vê, há como que uma obrigação de fazer e ser e ir e estar... E se a pessoa se cansar? A pessoa cega vai-se ver privada dos olhos do outro, e nem sempre da pessoa que se foi... Quando são os 2 cegos, não há um que exija do outro coisas como partir a comida, tratar de papéis, ir às compras, tratar da casa e das roupas, etc. Ambos têm de se desenrascar e não deixam de viver por causa disso e de inclusivamente, partilhar tarefas, coisa que não se dá muito nos casos contrários, a meu ver, por 2 motivos estranhos: o normovisual gosta do cego, sim senhor, mas depois não confia na capacidade dele fazer as coisas, e daí protege-o ao máximo, tal como alguns pais e mães. E depois, o cego vai na onda e continua ou torna-se dependente do outro para não se aborrecer. Estas coisas minas as relações. Quanto maior for a autonomia de um cego, menor é a necessidade e/ou a inferiorização em relação aos normovisuais...

Páginas



2831 a 2840 de 5293