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Últimos comentários

  • ldias comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Olá Ana

    Obrigada pelas felicitações. sim, tenho uma bonita relação com o meu marido, ele sempre me diz que foi enviado para ser o meu anjo da guarda. Eu, por mim, acredito que Deus me permitiu encontrar a minha alma gémea.

    E é isso, a felicidade, que não é terrena, pode ser experimentada nesta nossa vida quando almas gémeas se juntam. No meu caso, não sou plenamente feliz, pelos motivos evidentes, mas tenho a sorte de experimentar a felicidade nas doses que Deus nos permite, neste plano terrestre.

    No seu caso, não sucedeu ainda esse encontro, a sua alma gémea ainda anda por aí, espero que a possa vir a encontrar.

    Continue a ser assim, generosa, partilhando com os outros aquilo que é seu: seja as suas capacidades físicas, que aos outros faltam; seja os seus sentimentos. Esta simplicidade de partilha, esta espontaniedade de dar, são características em via de extinção no carácter humano. As pessoas relacionam-se com espectativas que, quando falhadas, causam frustração. E são espectativas egoístas, pois procuram satisfazer o seu próprio ego.

    É de pessoas "simples", usando a sua expressão, que "simplesmente" se dão aos outros, que o mundo deveria estar cheio. Assim seríamos muito mais generosos, solidários e menos exigentes. O mundo seria bem melhor e as relações muito mais puras.

    LDias

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Sim, de facto é verdade. Eu até hoje nunca fui abordada por nenhum normovisual no sentido de querer ter algum tipo de relaclacionamento para além de uma amizade mas claro, acredito que nem todos sejam assim. Já passei por uma fase em que pensei que o rapaz de quem eu gostava na altura não gostava de mim por eu ser cega mas eu própria estava a regeitar a minha própria cegueira. Isso já passou. Já não penso de igual forma mas é certo que essa discriminação existe mas claro, não em todosos casos.
    Beijinhos.

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Olá Ana,
    Referindo-me aos desleixes, posso izer-te que isso é algo absolutamente normal e até certo ponto acho que é saudável. Digo isto porque, por exemplo, sou a única pessoa cega na minha família e por vezes até eles se esquecem que sou cega. Não vejo isso como um aspecto negativo pois é sinal deque aceitamos a pessoa tale qual como é a certo ponto de por vezes nos esquecermos da sua própria deficiência. Há que ver o lado positivo disso.

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Olá,
    Obrigada pelo seu comentário. Embora ainda seja jovem, concordo com a sua definição de amor.
    Beijinhos

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Sim, parece que hoje em dia o mais importante é o físico e não a parte interior das pessoas. As pessoas só vêem se a outra pessoa é bonita ou feia, gorda ou magra, etc. mas não se interessam por conhecer os sentimentos e a personalidade dessa pessoa que, no meu ver, é o mais importante. E sim, claro, eu estou a generalizar porque há sempre excepções à regra.
    No aspecto da aproximação, eu que sou rapariga posso dizer que também se passa o mesmo da parte dos rapazes se bem que, muitos deles, nem chegam a aproximar-se muito e, quando se aproximam mais, parece que nem lhes passa pela cabeça terem uma relação amorosa com uma rapariga cega. Muitas vezes a verdade é esta. Acho que seria muito bom se as pessoas normovisuais mudassem um bocado de mentalidade e pensassem que nós somos um ser humano como outro qualquer sejamos deficiêntes, gordos, magros, bonitos, feios e por aí adiante. Mas bem, a parte boa é que há sempre excepções à regra, há sempre alguém que não pense assim e que consiga olhar para nós sem vergonha. Não é bem esta palavra que eu quero dizer mas agora não me está a ocorrer mais nenhuma. Obrigada pelo seu comentário.
    Beijinhos

  • Sidarta comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Respeitáveis usuários deste site.

    Sinto-me impelido a comentar este post, visto que várias foram as testemunhas femininas, mas pouco foi dito a respeito do outro lado desta relação.
    Primeiramente sou homem, apesar de muitos acharem o contrário devido ao apelido, e já sou cego a sete anos.

    Desde que perdi a visão, venho procurando maneiras de me incluir, com todas as diferenças, ao mundo de diferentes. Isso implica em muitas coisas que escuso-me em comentar. Mas algo que se encaixa ao contexto, é quando desejei, diversas vezes, ter relacionamentos com figuras femininas e graciosas, mas não fui correspondido por estas verem um obstáculo nesta relação.
    Não consigo entender, mas as “normovisuais” se aproximam apenas desejando amizade, e vendo-me como um arcano, que não possue malícias ou desejos. Isso quando não possuem algum interesse, mas os medos e receios são maiores, consequentemente sobrepujando o desejo inicial, mesmo porque já disseram várias vezes que devido ao que sou fisicamente, se não tivesse perdido a visão, teria sido um enamorador das mulheres...
    Não podemos dizer que o mundo é visto com os óculos do amor, porque são poucos os que sabem o que realmente é o amor. Hoje é muito falado, mas pouco aplicado. As pessoas só ficam com aqueles que possuem uma aparência que condiz com o padrão; que não sejam gordos, que sejam dessa ou daquela forma, que enxergam... Isso por verem o amor de outra forma. Mas é porque eles vêem de outra forma que não é a forma adequada? Jamais saberemos, visto que para defini-lo e padronizá-lo, necessitamos utilizar a lógica, que é o extremo oposto do sentimento, nesse caso, o amor.

    O fato é que não devemos discutir probabilidades de acontecimentos em milhões de Km2 expalhados pela crosta, e mais de seis bilhões de pessoas, com apenas uma dessas experiências, pois acho louvável o ponto de vista das garotas aqui presentes, mas quero dizer que não é o modo de ver a vida da maioria das pessoas. Deve-se deixar de discartar probabilidades e acontecimentos, mesmo porque os casos positivos acontecem, mas também há os negativos, que como eu descrevi aqui, fazem-se presentes.

    Estrelas chocando-se com outras estrelas, podem se fundir, como podem gerar um buraco negro...

    Abraços

  • Ana Duarte comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Caríssima,
    Gostei imenso de ler as suas mensagens, senti muita empatia consigo e usando uma linguagem algo figurada, ouso dizer que me parece ser uma pessoa que erradia uma imensa luz interior que dá vontade de conhecer melhor e continuar a ouvir falar, depois de começar! (sorriso rasgado)
    Digamos que poucas vezes me foram pedidas descrições, mas de um modo geral, mesmo com outros amigos cegos eu gosto de me antecipar, como se me sentisse impelida a fazê-lo, para bem lidar com a minha consciência e sentir o coração em paz. Se posso preencher o potencial vacuo da "caixa negra" de algum cego qualquer que ele seja, com ferramentas úteis às suas projecções mentais, faço-o de bom grado e por achar que o devo fazer, simplesmente! Porquê privar alguém de ver aquilo que me agrada à vista, se não lhe transmitir o que vejo e a forma como me enternece? Como isto... tudo o resto! Sinto-me tão grata pela forma como compreende o que digo ou penso, pela sua experiência e embora sinta pena de não ter chegado a usufruir em pleno dessa harmonia tão boa que qualquer casal busca numa relação, reconheço não se ter tratado da tampa da minha panela e isso diz tudo.
    Felicito-a por ter uma relação tão querida e harmonioso que dá gosto testemunhar, mesmo estando de fora e desejo-lhe continuação das maiores felicidades!!
    Ana

  • Isabel Lopes comentou a entrada "PROBLEMAS NAS RELAÇÕES FAMILIARES OU NO NAMORO, QUE ENVOLVAM A DEFICIÊNCIA VISUAL" à 16 anos 3 meses atrás

    Luís lamento não ter s sua clareza de ideias nem a sua capacidade de escrita, mas quero agradecer-lhe do fundo do coração o fantástico texto que me dirigiu. Não imagina o bem que me faz falar com pessoas que estão longe, não têm que agradar a uma das partes deste conflito, a distância dá descernimento e é disso que eu preciso. Todas as questões por si levantadas são muito pertinentes e apesar de eu ser algo inquieta, anciosa, já pensei em todas elas. Quanto ao motivo do namoro, eu acho que é o correcto o Bruno é muito sensível e mesmo antes de namorarmos eu já o considerava assim, acho que ele me admira e me ama como eu sou. Por vezes tenho mais medo de ser eu a não aceitar por completo a vida dele que o contrário, mas depois penso "não, nós adoramos estar juntos, partilhamos tudo, vai correr bem". Mas também sei que o amor nos tira a capacidade de pensar e de analisar as coisas friamente e com realismo, por isso mais uma vez agradeço os seus sábios concelhos, vou tentar segui-los e vou dando notícias.
    Obrigada

  • ldias comentou a entrada "Mensagem para Luís Medina" à 16 anos 3 meses atrás

    Luís Medina,

    Que me perdoe o meu marido, que me perdoe a sua esposa, mas tenho de elevar o grau da minha admiração....

    Agora percebo porque as suas palavras sempre me tocaram tanto. Em criança, sofreu as angústias causadas pela falta de visão, tal como eu. Em silêncio, numa espera interminável e dilacerante, choráva por não conseguir realizar os mais banais ou ambiciosos dos sonhos. Também eu tinha sede de viver a vida dos personagens dos livros, já que a minha era desfocada. Também eu me sentia amarrada a uma perda lenta e insistente de visão que me impedia de entrar nessas vidas fantásticas. Também eu não vivia a minha vida, nem a vida dos personagens das histórias. E por isso choráva, choráva, de nariz entre as páginas, angustiada e impotente.

    Quando me convenci que o meu destino era inevitável, pois também eu recusei a cegueira, predispus-me ao soltar das amarras: não me deixaria vencer por tão malfadado destino, dotar-me-ía de todas as armas física e psicológicas para me desprender das garras daquela condição. E assim foi....

    E depois foi um desenrolar de pequenas passadas, pequenas vitórias,que permitiram as grandes conquistas. Olhando para o passado, lendo as suas frases, percebo que não estáva só. Muitos outros sofriam como eu, mas o meu sofrimento era o único que eu conhecia. Agora sou muito mais resistente, apesar de magoada, mas mais preparada.

    Ainda bem que não desistimos e que estamos aqui para partilhar experiências, quem sabe podem ajudar outros que sofrem como nós já um dia sofremos.

    Quanto ao livro, cá o espero. Serei a sua segunda leitora, com todo o entusiásmo .

    LDias

    s
    s

  • Sérgio Gonçalves comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 3 meses atrás

    Sérgio GonçalvesOlá.
    Quero dizer que concordo com o que aqui foi escrito pela Ana e pela L Dias.
    O meu anterior comentário foi feito atendendo ao facto da Sofia dar a intender que uma relação entre duas pessoas cegas pode ser menos independente, o que não é bem assim!
    O amor é que faz toda a diferença, e sem ele sejam pessoas cegas ou pessoas normovisuais, não haverá nada que resulte se este não for sólido ou se for duvidoso.
    ´Cumprimentos,
    Sérgio

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