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Últimos comentários

  • anónimo comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    quem é o casal de pessoas cegas que; individualmente, nunca foi questionado ou por amigos ou familiares com a célebre observação: porque é que não arraste uma pessoa que vê para te ajudar? O assunto estravasa os interesses dos cegos e devia ser alvo de um estudo sociológico profundo que só nos vinha confirmar a mentalidade do português comum. E quem é esse elemento colectivo? É o vizinho, é a nossa mãe, o nosso avô, o nosso colega de trabalho e é até aquele que viaja no mesmo transporte que nós mas que o mais certo é nem nos conhecer de lado nenhum.

  • anónimo comentou a entrada "Brasil - Técnica inédita previne o estrabismo" à 16 anos 2 meses atrás

    Olá o melhor lugar para fazer a cirurgia fica em Presidente Prudente no Hospital Universitário, é o unico lugar no Brasil onde faz a cirurgia Monocular (somente no olho torto). Esse médico pratica essa cirurgia desde 2000 e foi uma mudança total no modo de tratar o estrabismo. O Hospital não tem convenio mais você pode fazer pelo SUS. Caso tenha condições a operação custa em média R$ 8.000,00. Maiores informções entre em contato com o própio Dr. Edmilson Gigante.

  • Izabel Talarico comentou a entrada "Glaucoma - tratamento com colírios" à 16 anos 2 meses atrás

    Li, sua postagem e te digo que está muito boa, pois tenho Glaucoma em AO, já fiz até a trabeco. Mas fiquei curiosa por saber quais são os efeitos colaterais da medicação, no caso os colírios, na nossa corrente sanguínea. Obrigada se puder me responder fico grata.

  • Anderson poeta comentou a entrada "Jogos" à 16 anos 2 meses atrás

    Olá, bem tenho boas novas para o mundo dos jogos acessíveis um editor de audiogames foi lançado e pode ser baixado facilmente, o único agravante é que ele é totalmente em inglês.

    João , sou cego e admiro sua idéia, gostaria, se possível, que você me adicionasse no msn, meu email é acodogao@hotmail.com

    Abaixo está o link para o editor. Obrigado e até a próxima.

    http://www.audiogamemaker.com/index.php?pagefile=download

  • Sidarta comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Desculpe-me o duplo comentario... Problemas com internet

  • Sidarta comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Olá

    Considero interessante os seus pontos de vista a respeito do relacionamento conjugal colocando em pauta a falta de visão, e concordo com diversos apontamentos que foram feitos. O que não posso deixar de fazer, é retificar algo relativo ao que escreveu no último comentário. Utilizarei inclusive, uma parte da constituição federal do Brasil como fonte a se basear.

    O senhor chegou a dizer que cegos engendravam comentários querendo transparecer algo que eles tivessem de melhor, como forma de compensar a perda da visão. Em partes, concordo com essa observação, mesmo porque utilizando da lógica básica, conseguimos chegar na conclusão de que realmente, muitas vezes são, e não por serem seres de outro mundo, frustrados, ou metidos. Mas porque a vida os impõessituações a serem transpostas, e que acabam exigindo do deficiente visual, um desenvolvimento que muitas pessoas não tem por simplismente ser cômodo ficarem como estão, ou por serem tão conspurcados pelo capitalismo e pelo mau uso da globalização, que ficam alienados a uma realidade que não exige algo a mais, fazendo com que a pessoa se acomode.

    A constituição trata do conseito de isonomia, dizendo que o ideal para uma sociedade plural, é tratar os iguais com igualdade, e os desiguais com desigualdade. Nisso percebemos um conseito filosófioo muito profundo; O que é ser igual? Afinal, todos somos iguais ou desiguais? O que define a linha tênue que separa o nosso ser igual do ser desigual?

    Tentamos, em uma tarefa perene, classificar as pessoas com pontos de cruzamento que padronise, de certa forma em partes, o ser humano. Fornecendo-lhes características quedevem seguir para serem incluídos em uma sociedade ilusoriamente igual. Com base nesse padrão, é que tantas pessoas ficam aturdidas quando se deparam com alguém que, contrariando aquela teoria bonita de que somos todos iguais, aparece com uma diferença que o distingue da sociedade de marfin, toda feita do mesmo material e da mesma forma.

    Recuso a aceitar teorias bonitas e sonhadoras da vida, sem expor a outra face da moeda, que tange a teoria pessimista de forma geral, como Schopenhauer e afins, e que permeam a vida dos seres humanos sem eles ao menos perceber.

    Amor? Amor?
    Será?

    Frasiando o Pascal:

    "A maior fraqueza do homem é poder tão pouco por aqueles que ama."
    (Blaise Pascal)

    Sentimos profunda afeição pela pessoa, quando dissemos que morreríamos por ela, mas como a frase acima diz, podemos muito pouco por aqueles que amamos, e mal sabemos que não amamos a uma só pessoa, jamais, mesmo porque antes de amar outrem, precisamos amar a nós mesmos. Então até que ponto o amor se extende? Se doar por inteiro, significa ignorar o amor como ser onipotente que é, e dizemrque ele não habita em seu coração, mas no coração de outrem, gravado com suas letras. Ou mesmo quando morremos por alguém, sem saber se aquele “abandono” será profícuo, pois dará oportunidade daquela pessoa viver, ou ser avil, visto que ignorar que a outra pessoa também lhe ame, e fará com que ela sogra muito por sua ausência.

    A! Sim... Sabemos tão pouco desse amor que ousamos em pronunciar ao sete ventos que somos possuidores, e ainda cometemos o ato estapafúrdio de esmiuçar algo que mal sabemos como é, quem dirá seus valores...

    A minha opinião é que devemos viver com intencidade cada momento, sem nos ater a deficiências como barreira, mesmo porque há horas que são, mas não todas as vezes, e sem nos preocupar com algo que está fora das nossas capacidades atuais de definir, dado a complexidade do ser humano, e sua fase evolutiva. Isso claro, sem deixar nossa visão crítica das coisas, sabendo que existe a teoria da equivalência, que se baseia em que nada seria do bem sem o mau, da luz sem a escuridão, etc...

    Abraços fraternais

    Sidarta

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Olá Luís,
    Estou de acordo com o que disse até agora apesar de por vezes não me expressar da forma que eu queria nos comentários que faço.
    Digo-lhe que estive muito indecisa em relação aà questão de escrever ou não este texto mas agora vejo que não tomei a decisão errada. Tudo isto também me tem ajudado a reflectir e a criar uma opinião mais consolidada. É muito bom aprendermos algo com os exemplos de outras pessoas, sejam eles bons ou maus e eu, apesar de muita gente me considerar mais madura do que a maior parte das pessoas da minha idade (tenho 19 anos), acredito que ainda tenho muita coisa para aprender. É muito bom saber que estão a gostar do tema.
    Beijinhos.

  • Sofia Santos comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Caro anónimo, eu percebo a sua opinião mas penso que nenhum cego se deveria acomodar apenas por que tem ajuda de algum normovisual. Aliás, nenhum cego se deve acomodar para seu proveito. Não podemos estar dependentes de ninguém, a não ser naquelas coisas estritamente necessárias. Por isso, não penso que um cego se torne comodista apenas porque namora com alguém normovisual. Claro que há muitos que o fazem mas não penso que esse seja um motivo para se tornar preferível pessoas com deficiência namorarem com pessoas com igualdade de circunstâncias.
    Cumprimentos

  • Luís Medina comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Caro anônimo,
    Não sei se entendi o seu ponto de vista. Sua tese é: “Dois cegos são mais independentes em suas atividades diárias do que o seriam se um dos cônjuges tivesse visão normal”. Invoca dois argumentos: o primeiro é que cegos tornam-se mais acomodados devido à visão do parceiro. O segundo é que o cônjuge vidente não confia em suas capacidades. Pergunto-me: isto é verdadeiro? Ora, depende de que casal estejamos a falar.
    Se corretamente entendi, o que discordou a L. Dias é que você expôs o fato como verdade para todos os seres da Terra. Se o cego apóia-se efetivamente no fato de seu cônjuge ter visão, então, é claro que se tornará menos independente. Mas isto decorre de sua falta de visão ou de sua falta de atitude? Neste caso, teria de dar razão ao cônjuge vidente: por que confiar no cego se ele próprio renuncia à liberdade de ação?
    E se fosse verdade que tal sucedesse devido à falta de visão, então, deveríamos não verificar o mesmo fenômeno em outros casais em que ambos enxergassem. Mas o que vemos é que, em muitos casais, há um que se apóia excessivamente na capacidade do outro em fazer algo para que não se julga capaz. E se não falamos em “excessos”, então, não se trata de muleta, mas de amor. Afinal, se tanto queremos alguém que nos complete, qual a razão de estarmos completos o tempo inteiro? Tenho conhecido cegos que, ansiosos por mostrar-se independentes, tem-se tornado desagradáveis porque levam tão a sério o seu propósito, que já não podem aceitar ajuda de quem quer que seja. E assim, passam a imagem de terem narizes empinados, de não quererem o contato com o outro, de considerar-se bons o bastante para fazer tudo. A autonomia é magnífica, mas como tudo, na dose certa.
    Então luís: se, no passado, você tivesse se deparado com duas mulheres. A primeira, sua esposa; a segunda, outra que, em absolutamente todas as características, fosse a ela idêntica, quem você escolheria? Em outras palavras, se o único fator de diferenciação fosse a visão, quem você escolheria? Em primeiro lugar, digo que esta escolha é absurda e, se me deparasse com situação assim bizarra, mais provável é que, tomado pelo espanto do fenômeno, não escolhesse nenhuma delas e fugisse a galope. Mas se as coisas são-me assim postas, então, pois bem: escolheria a normovisual. Por quê? Porque assim posta a decisão é mais ou menos como comprar um automóvel: bem, este tem ar condicionado, este não tem; este possui reprodutor de MP3, este não possui; este tem tração nas quatro rodas, este não possui. Mas se escolher o nosso cônjuge não é como escolher um carro e se não há pessoas rigorosamente iguais, então, por que estarmos a falar que este modelo de relacionamento é melhor do que o outro se, nos relacionamentos reais, as pessoas não se repetem, as atitudes não se repetem, as vontades não se repetem na mesma intensidade, duração e direção? Se considerasse que a cegueira é a maior de todas as bênçãos, estaria a fazer campanha para que o benefício fosse estendido ao restante da humanidade. Mas o que lhe digo é que se este for o elemento de decisão, algo de muito errado está a suceder.
    Não estejamos a falar que cegos são assim ou de outro modo. A única coisa que consigo afirmar para a generalidade dos cegos é que não enxergam. Tudo mais é inconstante. Haverá gente de toda sorte e, por isso, capaz de ter toda espécie de autonomia ou dependência. Nenhum insucesso particular infirma a proposição de que a autonomia, do modo como foi aqui exposta, depende menos da visão e mais da atitude. Mesmo que constássemos que a maioria não é autônoma, penso que a afirmação prosseguiria válida. Afinal, segue a depender de cada um a atitude para construir o seu próprio caminho mais autônomo ou menos autônomo.
    Cegos são pessoas como outras quaisquer. Contudo, tenho ouvido gente insegura que, considerando-se diminuídos pela cegueira, procuram ressaltar as supercapacidades das pessoas cegas como a pôr um peso adicional no outro prato da balança. Então, ficam a dizer que cegos são mais sensíveis, ou mais inteligentes.. Confesso que sua frase soou-me como se estivesse a tentar demonstrar qualquer superioridade dos cegos no que tange a relacionarem-se com outros cegos. Mas também isso não é verdade. Não só porque alguns cegos são mais autônomos do que outros e, do mesmo modo, dá-se o “efeito muleta”, mas também porque muitos cegos, tentando demonstrar que são sumamente capazes, querem prová-lo relacionando-se com um normovisual. É algo mais ou menos como um troféu. “Vejam, olhem para mim, apesar de cego, tenho um cônjuge normovisual”. Eis que cegos acabam por rejeitar cônjuges cegos por serem cegos. É extraordinário desejarem mostrar-se capazes, considerando de pouco mérito todos os outros que lhes são iguais. Porque há muitos cegos relacionando-se com outros cegos, segue que a maioria das pessoas entendem que isso é o natural e que, de outro modo, não funcionaria. Mas não se atentam que, entre médicos, engenheiros, músicos, viajantes, boêmios, religiosos ou assassinos, freqüentemente há cônjuges da mesma classe? Ora, cegos estão a todo o momento freqüentando as mesmas atividades. Não é natural que a proximidade os una? E de novo, chegamos ao mesmo ponto. Cegos unem-se a cegos não porque se tornam mais ou menos autônomos, mas porque se conheceram e, assim, gostaram-se. Se este não foi o caso, então, não falamos de relacionamentos sadios.
    A propósito, agradeço aos colegas pelas demonstrações de apreço e parabenizo a Sofia pelo tema extraodinário que escolheu.

  • anónimo comentou a entrada "Namoro entre cegos e entre um cego e um normovisual: Quais as diferenças?" à 16 anos 2 meses atrás

    Viva,

    Caro membro, fala muito bem em relação a isso, mas e se um dos elementos não souber tratar da roupa, limpar a casa, etc, etc.? Não acha que depende na mesma pessoa que costuma fazer isso com ele?

    Continuo a dizer que, se houver paciência e partilha, quer o casal seja constituído por cegos ou em que um dos elementos seja normovisual, ambos se podem completar em relação ao outro.

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