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Prezada amiga Izabel,
Os colírios constituem a principal forma de gestão da pressão ocular facilitando a drenagem do líquido do interior do olho ou minimizando a sua produção.
Os medicamentos para tratamento do glaucoma são classificados pelo seu ingrediente activo agrupando-se em quatro famílias: análogos de prostaglandina,beta-bloqueadores, agonistas alfa e inibidores da anidrase carbónica. Além disso, a combinação de drogas estão disponíveis para pacientes que necessitam de mais de um tipo de medicação. No meu caso, por exemplo, estou utilizando COSOPT ® que é uma combinação de um bloqueador beta (timolol) e um inibidor da anidrase carbónica (Trusopt).
Os efeitos colaterais destes medicamentos dependem de vários factores ligados à sensibilidade e condição de cada indivíduo. É por isso que na consulta com o especialista deve ser fornecida pelo paciente toda a informação acerca do seu estado de saúde em geral e sobre toda a medicação que porventura esteja a utilizar de modo a proporcionar-lhe o conhecimento para a mais adequada prescrição. De todo o modo, a bula que acompanha o medicamento inscreve sempre as contra-indicações e efeitos colaterais do medicamento respectivo.
No entanto, ressalvando a situação única de cada pessoa, enumeram-se alguns potenciais efeitos colaterais das medicações mais frequentemente prescritas:
Análogos de prostaglandina: possíveis alterações na cor dos olhos e da pele das pálpebras, ardência, visão turva, vermelhidão ocular, coceira, ardor.
Beta-bloqueadores: pressão arterial baixa, diminuição da pulsação, cansaço, falta de fôlego, raramente libido: reduzido, depressão.
Agonistas alfa: queimação ou ardência, cansaço, dor de cabeça, sonolência, secura da boca e nariz, relativamente maior probabilidade de reação alérgica.
Inibidores da anidrase carbónica: em forma de colírio: ardor, queimação desconforto ocular,; em forma de pílula: formigamento nas mãos e nos pés, dores de estômago, problemas de memória, depressão, micção freqüente.
Como se sabe, nos últimos anos surgiram medicamentos que resultam da combinação de duas destas famílias. Os efeitos colaterais das medicações combinadas podem incluir qualquer um dos efeitos secundários dos tipos de drogas que eles contêm.
Espero ter contribuído para melhorar a sua percepção sobre o assunto mas sublinho que eu próprio sou um leigo na matéria e este meu blog apenas pretende alertar todas as pessoas para o cuidado que devem dispensar à saúde dos seus olhos.
Muita saúde para si.
Sim, é certo que há. Viver na cidade ou na província, ser rico ou ser pobre, ser bonito ou feio, ser devoto ou ateu, tudo isso faz diferença na vida de um indivíduo. Em virtude das diferenças de experiências e percepções, as vidas de cada um de nós serão diferentes. No que me preocupo é diferenciar o que precisamente é motivado pela cegueira e o que não o é.
Quando o Sérgio disse que os maiores responsáveis por nosso sucesso somos nós mesmos, de certo, não estava a espalhar aos quatro cantos a doutrina extremista do "Querer é poder". Não. Querer infelizmente não é poder, mas não querer é não poder. E por isso, somos mesmo responsáveis pelos nossos sucessos, afinal, se não temos pleno poder para autoconceder-nos a vitóriaa, de certo, temos os meios para nos inflingir a mais pesada derrota.
ocorre que se vinculamos um determinado insucesso ou dificuldade à cegueira e se esta é irreversível, então, não há porque querer e, não querendo, não podemos o que quer que seja. Por isso, preocupo-me que, da conta da cegueira, sejam debitados apenas os motivos que lhes são pertinentes, do contrário, estaremos a nos sabotar o caminho.
Há cegos a passar fome, a serem agredidos, humilhados, a viver vidas indignas à condição humana. Mas lembremo-nos de que há bilhões de seres humanos normovisuais a viverem as mesmas condições. Não queiramos encontrar para o nosso sofrimento um status novo, mais grave, mais irreversível. Por vezes, tenho encontrado gente que acredita em seu futuro, mas vê uma distância tão grande entre a ação de hoje e o sucesso de amanhã, que prefere não lutar e, assim, fica a buscar explicações para demonstrar que sua cegueira é fardo maior do que realmente é. E se todas estas dificuldades fazem-nos menor diante de normovisuais de que gostamos, então, à cegueira talvez caiba culpa menor.
Não quero estar a falar coisas que pareçam contrárias à experiência. As dificuldades existem e são muitas. Exatamente por isso, compete-nos não torná-las maiores.
Sidarta,
Não ponho em questão o fato de que muitos cegos desenvolveram capacidades extraordinárias e que estas tiveram ligação direta com suas respectivas deficiências. Foram estas supercapacidades de cegos que me precederam no mercado de trabalho a tornar o meu caminho mais fácil. E pelo fato de estas pessoas me deixarem conhecer os seus talentos, é que me senti capaz de imitá-las, segui-las e tentar algo para minha vida. Então, o que desejo é que cada um expresse o seu talento e faça mais fácil o caminho de outros. Observei o caráter, a força de espírito, a forma com que os mestres da classe lidaram com suas cegueiras. Olhar para o outro é excelente meio para melhorar-se.
Estes bons talentos que têm suas autoestimas bem tratadas, não merecem nossa preocupação. Em minha mensagem anterior, falava de outra ordem de fatos. Há gente que supervaloriza as capacidades do cegos com o intuito de tentar ofuscar alguma limitação que julgam intransponível. São os incoformados que verdadeiramente não acreditam no cego e ficam a criar a idéia de que cegos são um grupo uniformemente dotado de capacidades extraordinárias, conseqüências biológicas de uma compensação à cegueira. Há fatos que são verdadeiros, mas são exagerados a um ponto inaceitável. Ouvi gente a falar que cegos, porque mais sofridos, amadureciam com rapidez e tornavam-se pessoas mais preparadas; que a ausência da visão fazia-os olhar para dentro, sendo espiritualmente mais avançados, sem preconceitos, preparados para descartar as futilidades da vida. É muito provável que a cegueira tenha resultado em algo assim para algumas pessoas, mas não creio que isto seja verdadeiro para a décima parte dos cegos. Por isso, falei em "supervalorização". Caso muito diferente é aqueles em que encotramos cegos notavelmente bem sucedidos na escola, na família, no trabalho, na vida. Se estes estão a falar dos próprios méritos, sem dúvida, estão a dar-nos a oportunidade de compreender-lhes o método.
O que realmente temo é a generalização. Quando supervalorizamos os efeitos benéficos da cegueira ou quando fazemos o contrário, invocando argumentos generalizantes, estamos a fazer supor que cegos são um grupo tão uniforme que tudo quanto esteja a valer para um, valerá também para o outro.
E como disse, conheci gente que, no afã de mostrar-se infinitamente capaz, negava-se a oportunidade de relacionar-se com pessoas cegas já que, neste caso, em sua concepção absurda, estaria provado que não foi capaz de mostrar os supertalentos que tanto prezava em propalar.
Não estou a sugerir que estejamos a esconder os nossos tesouros. Há sempre receio de que nos mostremos bons em algo e sejamos tomados por presunçosos. Ora, ora, não há mal nenhum em gostar de si próprio. Ao contrário, isto é uma dádiva. E além do mais, mostrar-se extremamente humilde quando se sabe realizador de um grande feito, não é mais do que pronunciar uma mentira socialmente aceita, mas ainda assim, uma mentira. O que não podemos é estar a propagar toda sorte de sentenças generalizantes que apenas contribuem para que os outros olhem para nós mais como membros de uma classe do que indivíduos.
Ldias,
Concordo plenamente com você. Minha mãe é cega total devido a um acidente de carro. Conheceu meu pai anos após ter sofrido o acidente, casaram, engravidaram... Bom, isso já faz 21 anos. Ela assume responsabilidades na casa, assim como eu e meu pai. Apesar de possuirmos empregada, fato comum a classe média brasileira, minha mãe não se isola de tomar a frente da arrumação, limpeza, compras, cozinha, roupas. Também possui uma profissão, é fisioterapeuta, e a exerce diariamente. Apesar de algumas restrições, é independente e autônoma. E falando em restrições, quem não as tem? Lógico, que pessoas cegas possuem algumas em comum, dada o déficit do sentido da visão, mas não é por eu ser normovisual que irei escalar o Everest ou me tornar uma campeã mundial de saltos ornamentais. Nós, seres humanos, somos distintos, cada qual com suas aptidões e suas restrições.
Quanto a minha educação, acredito que a deficiência da minha mãe não me tornou uma pessoa melhor ou pior. Com certeza havia ações que eram dificultadas pela deficiência, como conferir a lição do colégio, assistir a desenhos sem diálogos, ensinar andar de bicicleta dentre outras atividades. Atividades que desenvolvia com meu pai, mas minha mãe estava constantemente a nos acompanhar. Por outro lado, era minha mãe a quem procurava quando chorava ao cair da bicicleta, que me contava os contos das princesa que tanto gostava, que me colocava para dormir. Isso não é uma relação normal entre muitas famílias? Bom, para a minha era... Além do mais, a deficiência da minha mãe me fez compreender desde pequena a diversidade humana. Não é porque minha mãe é cega que ela é igual à mãe cega de algumas colegas. Aliás, quando criança esta idéia nunca passou pela minha cabeça. Tinha amigas filhas de amigas da minha mãe igualmente cegas, e nunca as achávamos iguais. Na verdade, quando pequena, as mães das nossas amigas tendem a serem muitos mais legais, sejam por ser mais liberais ou darem presentes em caso de boa nota na escola, enfim... Minha mãe era a minha mãe, única, independentes de possuir características que fossem rotuladas pelos demais.
Se a cegueira da minha mãe incomodava aos outros? Sim, a muitos! E o sentimento de piedade também era expresso por muitos: pobre, nunca viu a filha!; seu pai deve ser um santo, cuidar de você e da sua mãe!; que bom que ela tem uma filha, assim terá sempre alguém para ajudá-la! Essas opiniões machucam? Sim, como qualquer inferência negativa ou mentirosa que façam sobre nossos pais, independente de suas condições físicas. No entanto, o assunto da deficiência sempre foi debatido e conversado de forma clara na minha casa, e a idéias da estigmatização e do preconceito sempre foram me passado, o que facilitou minha compreensão do que era comentado por alguns. Afinal, nunca enxerguei minha mãe como uma vítima, uma incapaz subordinada aos desejos meus ou do meu pai. Não, ela era a quem eu pedia ajuda, a quem eu pedia permissão, quem eu pedia conselhos, quem me dava ou não o dinheiro da festa ou cinema. O papel de mãe, não era diferente por ela ser cega, apesar de todos que não conosco conviviam teimassem em acreditar.
Enfim, acredito que não haja limitações, além daquelas impostas pelo estigma e preconceito, em qualquer tipo de relação entre normovisuais e deficientes visuais. Nunca tive uma mãe normovisual, assim não posso dizer se minha mãe é ou não diferente por ser cega. Mas ela, como indivíduo que é, é sim distintas das demais mães, pois passou por distintas experiências pessoais, sociais e culturais que a definiu como o ser humano que é.
Somos uma família, nos respeitamos e tentamos entender os limites um dos outros, apesar de nem sempre isso ser possível. E isso, acredito, é independente a deficiência visual.
ta muito fixe!!!
ta muito fixe.adorei!!!
Sou recém usuário do Jaws e tenho muitas dificuldades de utilizána internet. Sobretudo, no que se refere a esses sites de músicas. Gostaria de saber qual o melhor site para baixar minhas músicas prediletas e quais comandos devo me utilizar para fazer isso. Agradeço quem possa me orientar.
Amiga: detesto mal-entendidos: não era minha intensão ferir a susceptibilidade de ninguém, tão pouco a sua em particular, e não afirmo a minha opinião em todos e todos os casos.
Simplesmente refiro-me ao que eu observo através das pessoas com quem lido e posso, até infelizmente dizer de coração aberto que verifico essa dependência na minha família e em pessoas amigas.
Mas também sou sincera neste caso: quando era adolescente eu só punha duas opções: ou não casar ou só querer uma pessoa normovisual, porque para cega, já bastava eu. Mas as coisas não são como eu pensava e casei com uma pessoa cega, que me aceita como eu sou e é claro que esse é o ponto-chave.
Mas hoje, a caminho dos 30, começo a achar que voltaria a fazer o mesmo porque gosto da pessoa e não me sinto diferente ou diminuida ao lado da pessoa, porque há situações que me foram apresentadas e que das quais resulta a minha maneira de pensar.
Ainda bem que a senhora pode apresentar a sua história desse modo e acredito que hajam mais casos assim, por isso senti-me na opbrigação de lhe pedir desculpa se ficou melindrada com o que eu comentei.
Tudo de bom!
Pois é: h´´a aí coisas que são verdade na vida de algumas pessoas. eu tinha uma amiga normovisual que tinha um pretendente cego: e era um moço espectacular, e a rapariga não o quis por causa disso. E ela dizia que sim, que ele era jeitoso, inteligente, educado, brincalhão e pro-activo, mas aqueles olhitos... metiam-lhe confusão... mas ela também não queria os amigos dele porque ou eram feios ou não davam uma para a caixa... E vai outra dica: há muita diferença entre ser e viver na província porque nos meios pequenos a malta liga montes a quem é e quem não é, se tem carro, se tem dineiro, se é cego ou coxo... Eu noto isso porque conheço as duas realidades e para quem não tem a noção disso é difícil perceber as brutais difeenças que existem. O pior é a mentalidade das pessoas, a seguir vêm as condições e o ambiente onde nos inserimos e contra isso é difícil lutar. É bom estar em lugares "arejados" tipo eventos públicos, cursos de formação, locais de trabalho bem movimentados. Faz bem e anima.
Obrigada pela mão!!!
sua ajuda me foi muito útil...Estava sem saber o que fazer!!!
valeu!!!
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