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Olá Jorge.
Amigo a falar é que a gente se entende, neste caso a teclar, lol, e quem sabe se esta discussão que estamos a ter não ajuda alguém nas suas decisões?
Amigo, felizmente hoje em dia, se estivermos num meio com acessos podemos perfeitamente ir às compras, já que podemos sempre contar com a ajuda dos funcionários do supermercado, por exemplo.
A questão das pessoas com cegueira adquirida, reconheço que pode ser mais complexa, mas também lhe digo que cada caso é um caso, e tudo depende da aceitação por parte desta em aceitar a sua cegueira e querer prosseguir em frente na vida, e só não falo na reabilitação (que também tem a sua importância, concerteza) porque acho que em muitos casos pode ser feita com a maior das facilidades, dependendo das experiências em certas tarefas que a pessoa tenha adquirido antes d cegar.
Uma dona de casa, por exemplo, que antes de cegar cozinhava, depois da reabilitação pode continuar a fazer o mesmo com tanta ou mais facilidade do que o fazem pessoas congénitas.
Já lidei com várias pessoas com essa história de vida, digamos assim, daí esta minha opinião.
Um abraço,
Tiago Duarte
Jorge TeixeiraOlá Tiago:
Obrigado pela sua resposta. Na verdade, eu assumi aqui uma posição que procurei que fosse sinsera. Daí assumi o facto de ter a posição de ser levado a pensar duas vezes se fosse colocado na perspectiva de me unir a uma mulher cega. Eu disse que pensaria sobre isso duas vezes por causa de questões de ordem prática porque a nossa vida se tornaria muito complicada pelo facto de eu só ver dez por cento e você pediu-me um exemplo dessas situações de ordem prática.
Antes de responder quero salientar a delicadeza com que respondeu à minha colocação que _ agora reparo _ expuz com pouco cuidado. Eu deveria ter dito que, para mim e par a minha mulher as coisas seriam realmente um tanto complicadas se ela perdesse a visão; e não que as coisas seriam difíceis no geral, porque eu sei perfeitamente que duas pessoas cegas podem viver felizes, desde que se habituem às circunstâncias que se lhes deparem.
Uma pessoa menos preparada do que você, meu caro Tiago, poderia ter-me perguntado se estaria a pôr em causa a capacidade das pessoas cegas serem felizes numa relação amorosa. Claro que expuz a questão com falta de cuidado, mas Deus me livre de querer pôr em causa a possibilidade de sermos felizes com pessoas cegas ou com qualquer outra classe de dificiência.
Quanto às questões práticas de que eu falava, referem-se aos hábitos a que nos afeiçoamos e que pensamos serem inevitáveis ao nosso bem estar. Como ir às compras, como cuidar de uma criança, como ir à praia... enfim, coisas que aprendemos a fazer de uma forma diferente, ao perder a visão, mas que nos parecem dificílimas de serem realizadas por alguém que não veja, enquanto a temos, ainda que parcialmente. Você tem toda a razão, tudo é uma questão de aprendizagem; contudo, recoloco agora a coisa de uma forma diferente: Para quem vê e perde a visão a meio da vida, é bastante complicado recomeçar a viver em condições novas, a partir do meio da existência.
Um abraço, Jorge Teixeira.
Olá Marco!
Eh pá, houve aqui uma confusão da tua parte, não? lol. Pois, porque quem tem problemas auditivos sou eu, e não a Sofia, autora do projecto!
Sim, de facto a música está presente em toda a nossa vida, se formos a ver. Como diz uma música da Dina, «Há sempre música entre nós».
Pois, pois... os instrumentos de ressonância e cujas vibrações são mais próximas do corpo dão grande ajuda às pessoas com deficiência auditiva, sem dúvida. Para quem não sabe, o grande Beethoven, apesar de surdo, compòs grandes sonatas, e era nas vibrações que se apoiava, o que para mim é fantástico, pois requer ter o máximo de sensibilidade para a qualidade sonora, no que concerne às vibrações, é claro.
Felizmente, não preciso de fazer um implante coclear, dado que sem aparelhos ainda oiço 60%, e com eles perto de 90. O que tinha mais dificuldade era mesmo nos ditados melódicos a três vozes, muitas das vezes em captar a voz intermédia... Aquilo é bonito, mas... ou a pessoa ouve mesmo todas as notas (antes de perceber que nota é) ou então, arrisca-se a estar tramado com a nota do exame ou teste... Percebes agora onde estava a minha dificuldade? lol.
Um abraço.
Tiago Duarte
Olá Jorge!
Permita-me que comente a sua mensagem citando o que escreveu.
Jorge Escreveu:
É realmente importante que não haja preconceito,
contudo, todos os temos e o pior é acharmos que somos totalmente exentos deles
Tiago: claro amigo, mas quando o conhecimento e a observação das realidades é bem evidente, ele vai desaparecendo. .
Jorge Continuou: Eu, por exemplo, confesso que pensaria duas vezes antes de querer viver
com uma pessoa cega. Mas,não é por preconceito, mas por questões de ordem prática.
Tiago: quer dar-me um exemplo?É claro que não estou a dizer que nós, cegos, somos totalmente autónomos; somos como outras pessoas que têm visão normal, com mais ou menos experiência em determinadas áreas, conforme a nossa aprendizagem em casa e nos CENTROS DE REABILITAÇÂO que temos ao nosso dispòr, ou mesmo em casa...
Jorge continuou: Eu a ver 10 por cento e a minha mulher a ver zero por cento, como iria ser a vida no dia a dia?
Tiago: claro que não era fácil (mas quem disse que a vida é fácil? lol). Concerteza que não haveria um carro em que vocês podessem conduzir e fossem onde muito bem entendessem, com aquele comodismo todo, lol, mas se vivessem num sítio com acessos, já não precisavam do carro para nada, e as coisas, com um pouco de paciência e com base no que disse acima, podiam resolver-se normalmente. Portanto, tudo depende dos meios à vossa disposição!Vivo com uma companheira também cega total, e uma das coisas que nos faz mais falta é a companhia de familiares. Ela vai-se desenrrascando na cozinha, eu vou dando «os primeiros acordes» nessa arte, e assim se vai vivendo a vida!
Continuou: Claro que tenho a certeza de que, se me apaixonasse por uma mulher cega, tudo isso perderia o sentido porque o amor, realmente, esorta a inteligência, anima
a vontade, desperta a fé e quebra as limitações.
Ena, fantástico o que disse!Realmente havendo amor verdadeiro, tudo se vai ultrapassando e determinadas dificuldades do dia-a-dia, através da partilha de saberes entre as pessoas, vão diminuindo. Pena que isso por vezes seja uma utopia, mas... é a vida! As pessoas, crescendo com as limitações e vencendo-as, geralmente tornam-se mais fortes e maduras!
Jorge Continuou: A minha mulher vê quase normalmente, mas tem um problema visual que, se as coisas correrem muito mal, pode redondar em cegueira, embora isso esteja praticamente
fora de cogitação. Mas, uma coisa eu digo! Mesmo que ela ficasse cega, não me passaria pela cabeça separar-me dela por causa disso! E não seria por gratidão
devido ao facto de ela estar comigo mesmo eu vendo somente dez por cento. Seria pelo amor que tenho a ela e que ela tem a mim!
Tiago: muito bem, Deus queira que a cegueira não seja uma realidade para a sua mulher, e digo isto porque também não desejei ser cego, . Espero também que o vosso amor dure por muitos anos e que esteja presente nos bons e maus momentos!Quem dera a muitas pessoas viver assim!
Cumprimentos.
Tiago Duarte
Jorge TeixeiraOlá Tiago!
Muito obrigado pelo comentário. Sou novo no site, não consultei ainda o blog da Ana Cristina, mas lá irei! É realmente importante que não haja preconceito, contudo, todos os temos e o pior é acharmos que somos totalmente exentos deles. Eu, por exemplo, confesso que pensaria duas vezes antes de querer viver com uma pessoa cega. Mas,não é por preconceito, mas por questões de ordem prática.
Eu a ver 10 por cento e a minha mulher a ver zero por cento, como iria ser a vida no dia a dia?
Claro que tenho a certeza de que, se me apaixonasse por uma mulher cega, tudo isso perderia o sentido porque o amor, realmente, esorta a inteligência, anima a vontade, desperta a fé e quebra as limitações.
A minha mulher vê quase normalmente, mas tem um problema visual que, se as coisas correrem muito mal, pode redondar em cegueira, embora isso esteja praticamente fora de cogitação. Mas, uma coisa eu digo! Mesmo que ela ficasse cega, não me passaria pela cabeça separar-me dela por causa disso! E não seria por gratidão devido ao facto de ela estar comigo mesmo eu vendo somente dez por cento. Seria pelo amor que tenho a ela e que ela tem a mim!
Quero dar os meus sinceros parabens a todos os casais com um ou dois membros deficients por terem aceite o desaffio e continuarem a vencer limitações. Falem dos vossos exemplos, partilhem as vossas vivências! Isso estará dando força a todos para irem ainda mais longe na vida!
Olá Marco, antes de tudo, muito obrigado pela tua paciência em leres o que escrevi e por teres comentado. Sabes, o que me leva a procurar justificações para as circunstâncias em que cada um de nós se encontra; procurando essas justificações fora dos campos ortodoxos da busca da ciência e das religiões dominantes, é a ideia de que, nem sempre, os movimentos dominantes conseguem abarcar todas as possibilidades de busca que nos são abertos.
Talvez me aches um tanto otópico, mas eu fico contente com a parte final do teu texto em que dizes que "como talvez deveria ser..."
Claro que concordo com muitas observações inteligentes que tu fazes e agradeço a delicadeza com que mostras a tua discordância em relação a pontos que te custam mais partilhar comigo.
Peço-te apenas que reflitas um pouquinho sobre isto: Nós, a meu ver, não somos apenas o produto do meio que nos envolve. Há, por exemplo, irmãos gémeos que, criados com as mesmas condições e com as mesmas oportunidades mostram tendências diferentes e cumprem diferentes caminhos na vida. Dá a entender que, para além daquilo que apreendemos de fora, temos algo dentro de nós que nos faz diferentes uns dos outros, mesmo antes do momento que saímos do ventre da nossa mãe... Uns têm queda para a música, outros para a escultura, outros ainda para os números... enfim, de onde virá tudo isso? Serão questões genéticas?...
Permite-me só mais isto... é que, para mim, os genes são uma espécie de software que nos predispôe a manifestar determinadas características a diversos níveis da nossa individualidade; porém, para mim, a questão é: quem orientou os princípios que presidiram à programação desse software? Parece-me que os genes e o DNA são consequências que repousam numa causa que os antecede... Eles não são, para mim, a causa.
Então a questão mantém-se, e vale a pena pô-la. Porque nascem uns deficientes e outros não? E, já agora, porque têm uns queda para a música e outros não? Porque uns se voltam para a missão de cuidar da natureza e outros preferem o sacerdócio? Seriam apenas as condições envolventes à criatura?... Quem diria a um certo lenhador, de há dois séculos atrás, que viria a ser presidente dos Estados Unidos da América?...
Obrigado, Marco, volta sempre!
Olá!
Depois de ler o teu segundo texto, decidi dar-te a minha opinião.
Em primeiro lugar, todos somos iguais enquanto espécie e partilhamos muitas coisas em comum. Quando nascemos pouco nos distingue uns dos outros porque os nossos traços e as nossas capacidades só se acentuam com a adolescência. É por isso que nessa altura procuramos ser diferentes, termos a nossa própria identidade e sentido existencial. Quando te referes a nascermos com uma deficiência, concordo contigo quando existe uma causa que a originou mas depende do entendimento que fazemos dessa mesma causa. Se acreditas que viemos pré-destinados a este mundo para realizarmos a vontade de um ente superior, isso não é umalresposta objectiva mas sim pessoal. Na minha opinião, o que nos torna diferentes não é o facto de termos uma deficiência que nos torna melhores e mais fortes, mas sim a nossa natureza biológica e o meio cultural em que nascemos. Essa cultura em que nascemos tem os seus valores que nós, consciente ou inconscientemente, também partilhamos.
No fundo somos todos diferentes por qualquer razão, e não se deve falar de tolerância da diferença porque tolerar é uma pessoa dar permissão a outra de ser diferente. Issp não faz sentido, pois somos todos diferentes com a nossa individualidade mas iguais na humanidade. A diversidade humana é a coisa mais fascinante, não achas?
O que me preocupou do teu texto é que procuras uma explicação para aligeirar o impacto negativo que a nossa cultura lhe atribui e dar-lhe um sentido mais humano e positivo, talvez mesmo o sentido verdadeiro que devia ter...
Um abraço
não sei se é negativismo ou pura realidade, queiram ou não, mas infelizmente a maioria das pessoas são preconceituosasinhas. Quando preciso de tratar de documentos ou quando vou comprar 2 bilhetes para viajar, perguntam sempre: Olhe, o seu marido também é cego, não é? Hello!!! Será que para o caso, têm alguma coisa a ver com isso? Mas as pessoas não deficientes apreciam muito os portadores de deficiência não pela sua personalidade ou maneira de ser, mas sim porque são deficientes e ("coitadinhos") até sabem viver normalmente... Mas quanto a escolherem para seu cônjuge alguém "assim"... E depois? O que é que os "sogros" diriam? E as tias mais conservadoras? Há tanto para dizer sobre isso, mas sejam quais forem as opiniões, são sempre pessoais e por vezes muito diversas.....
Há, em meio digital, algum manual sobre musicobrafia Braille? Há pergunta parece contraditória, mas, desde que há um projeto como o Musibraille, é perfeitamente possível escrever partituras apenas no computador.
Tenho visão subnormal e aprendi o Braille apenas porque queria aprender música. ao fim, verifiquei que o acervo era tão pequeno que não valia a pena. Não conseguia encontrar nada do que queria. Na música, tenho nova oportunidade.
Com o Musibraille, consegui brincar um bocadinho com trechos monofônicos. Mas tenho grande curiosidade em vê-lo tocar melodia e acompanhamento e, por isso, necessito saber como se representam compassos executados em simultâneo. Onde posso encontrar informação deste tipo? Se a resposta for: em uma biblioteca Braille, embora a resposta seja plenamente natural, acabarei por avaliar que terei de investir no Braille novamente e, ao fim, continuar a não encontrar o que desejo. Por isso, ou desenvolvo-me musicalmente em ambiente digital, ou fica para a próxima encarnação a manifestação de meus talentos.
Olá!
Tiveste uma excelente ideia ao pretender que os jovens cegos tenham acesso aos instrumentos que apenas conhecem pelos sons ou pelos nomes exóticos. Eu pessoalmente adoro tudo o que é música e tenho vários instrumentos musicais. No entanto, nunca aprendi a musicografia Braille apesar de ela existir!
Desejo que o teu projecto continue a ser a tua meta e que eu saiba nunca sequer soube de uma exposição de instrumentos que pudessem ser tocados, nem nunca me deram essa oportunidade de os conhecer pelas mãos e sentir o seu som ao mesmo tempo...
É é engraçado pois cada jovem se identifica com o seu instrumento e demonstra grande sensibilidade para a música que, aliás, está presente em todo o nosso dia-a dia.
Olha, eu sou também deficiente auditivo mas nem por isso deixo de gostar de música. Uso um implante coclear e essa tecnologia ajuda-me bastante a ouvir. Sugeria-te que no teu projecto ou se quiseres continuar numa versão posterior incluir os instrumentos de ressonância e cujas vibrações são mais próximas do corpo.
Tens totalmente o meu apoio e desejos de sucesso!!!
Beijinhos
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