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Distinção de conceitos segundo a OMS
À medida que os estudos relacionados com a integridade do ser humano são aprofundados surgem cada vez mais conceitos e, por conseguinte, mais dificuldades de distinção entre eles. Com o intuito de por fim a esta dificuldade e tornar claro o seu significado, a OMS propôz uma classificação onde se distingue: Doença, Deficiência, Incapacidade e Desvantagem/Handicap.
A doença aparece-nos como algo de anormal que ocorre no indivíduo ou à nascença [congénito] ou mais tarde, que tem uma duração variável e um carácter essencialmente intrínseco.
por deficiência entende-se a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica que é exteriorizada.
Uma incapacidade (é sempre resultante de uma deficiência), e como tal é algo objectivada: uma redução ou uma falta da capacidade para exercer uma actividade dentro dos limites considerados normais para o ser humano.
A desvantagem/handicap, cuja principal característica distintiva é o seu carácter marcadamente social, pois determina-se face a outrem. O handicap resulta de uma deficiência ou incapacidade, e é impeditivo do desempenho de actividades consideradas normais para o indivíduo.
NSousa
Olá Márcia
Sei que não é fácil, nem para si, nem para o seu filho, receber a confirmação deste diagnóstico, mas a primeira coisa que tem de fazer é não desesperar. Infelizmente os diagnósticos nem sempre estão totalmente correctos e à primeira vista parece-nos mais graves do que realmente são. Por isso é importante que estejamos muito bem informados sobre o assunto.
Tente acalmar-se e depois pesquise um pouco sobre o síndrome. Uma pessoa com este síndrome consegue fazer uma vida perfeitamente normal, a menos que seja afectado na sua forma mais grave.
Pelo que sei, o síndrome revela-se pela anomalia no conjunto das três áreas: estrutura óssea, visão e cardíaca.
Penso que a nataçãoé o melhor remédio para os problemas ósseos.
Muita força
NSousa
Olá Cristiana
Para quem já domina minimamente o windows, o Abby fine reader é muito bom.
O reconhecimento fica excelente e é muito fácil de trabalhar. Apesar de que as versões anteriores à 9 permitiam ler logo o texto digitalizado na própria janela do Abby fine, mas penso que poderá ser uma questão de configuração.
Caso ainda não esteja à vontade com a informática, parece-me que o Open Book, considerando qualidade de digitalização e acessibilidade, seja a melhor opção.
A única coisa que não me agradava no Open Book era que cada linha era assumida como um parágrafo.
Cumprimentos
NSousa
Gostei cara da letra e gostaria de poder ouvir a música, enquanto não ouço imagino ser um happy, será?
Olá a todos que procuram informações! por acaso entrei nessa página, já fui estrabica, porém, aos 7 anos de idade fui operada no Instituto de Olhos de Goiânis - GO, com o Dr. Jão Diniz, e a minha cirurgia teve total e completo êxito, sendo hoje, o estrabismo uma vaga e distante lembrança do passado, não pude deixar de comentar sobre esse médico, que me operou, e sobre o meu caso de sucesso, que deve servir de consolo e esperança a todos que buscam a cura para esse mal. Boa sorte!
Pois... Eu vivo em Portugal e como sou cega possuo um documento que sem mencionar a minha deficiência, declara que eu tenho 95% de incapacidade. Se é assim, eu não merecia trabalhar... Pelo menos deviam reformar-me por invalidez. Pelo menos, em termos semânticos, fica tudo lá para as mesmas bandas. Para o povo, em geral, cego, deficiente, incapacitado, inválido e demais azares, são coisas tão iguais que nenhum dicionário escrito consegue definir porque é tudo uma barreira mental que não se compadece com questões linguísticas...
me chamo marcia ,venho levando meu filho des d pequeno no médico ,com problemas de coluna e nunca tinhão me falado da sindrome ,sempre mandavam ele p/ fisioterapia e natação,somente ontem ja pelo terseiro ortopedista que me informou talvez ser a simdrome pelas caracteristicas fisicas do meu filho ele tem 16 anos e mede 185 d altura tem 53 klos, muito magrinho e temduas escoliozes,ele é super inteligente esta no3 ano e adora ingles é timido porem vem sofrendo muito , me corta o coração d ver a cada dia ele piorando e ñ poder fazer nada,gostaria de saber ok fazer e qual especialista ir para confirmar qria que ele tivesse a oportunidade de conheser outras pessoas c/ atal sindrome .segundo o ortopedista ele terá que fazer uma cirurgia da coluna p/ poder respirar melhor ,porque no futuro ele tera poucas chanses de vida devido um dos pulmões esta ficando comprimido, saimos do consultorio arrazados ,ele chorou muito eu ñ consegui dormi anoite,vou marcar uma psicologa p/ ele,por orientação dos trez medicos,mas ele ñ queria mas ja aceitou .
Olá, eu achei muito bacana a abordage do tema.
Porque se tratando de deficiente, e ainda mental apesar que não é bem o caso do texto acima, o preconceito é muito grande e não se admitem que eles possam ter apetite sexual e ainda pelo mesmo sexo...
Acho que falta uma maior preocupação para se descobrer mais sobre esse tema, fica aqui uma sugestão.
Caro Flávio, Caro Luís.
São realmente destes textos, destas atitudes, destes exemplos de vida que as pessoas com espírito menos positivo ou com crises de insegurança, medo de assumir a cegueira, precisam de ler.
Infelizmente quando estamos nessa situação é muito complicado admitirmos o facto e caírmos no real. Somente anos mais tarde, quando olhamos para o nosso percurso, já com a distância necessária para analisarmos com imparcialidade as nossas atitudes, é que conseguimos perceber o quanto teria sido importante que tivèssemos agarrado essas oportunidades de aprendizagem mais cedo. Mas, como mais vale tarde do que nunca, aí estão dois grandes exemplos de que "O vencedor é aquele que fracassa mais vezes!" Parabéns Luís.
Quanto ao texto do Flávio,
acheio principalmente interessante pela forma como, num pequeno texto, aborda diferentes questões, como: a perspectiva da criança com baixa visão; a difícil interacção com as outras crianças da turma e da escola; a aceitação da cegueira; o refúgio no conforto da solidão; a recusa da bengala e do braille; a constituição do sistema braille; e por fim a importância do braille na sua inclusão.
Simplesmente... Fantástico! Parabéns
Abraço
NSousa
Ewerton,
É justo que acompanhantes tenham desconto? Se a companhia aérea não designar um funcionário, sim é justo. Se a companhia tem a obrigação de prestar a devida assistência a deficientes e não o presta, é justo que seja onerada com um desconto ao acompanhante, sim, é justo. O desconto aos acompanhantes é menos um benefício ao deficiente e mais um tributo para a companhia que optou em não prover ela própria acompanhante durante a viagem.
Se entendêssemos o desconto como benefício, encontraríamos alguns obstáculos lógicos de difícil justificativa. Por que deficientes precisam de acompanhantes e outras pessoas não? Porque possuem dificuldade de locomoção diferentemente de outros indivíduos. Por que os acompanhantes dos deficientes necessitam de desconto e os acompanhantes de outros indivíduos não? Porque deficientes têm maior carência financeira? Esta justificativa é inadequada. Se falássemos de carência financeira, estaríamos a falar de fornecimento de leite, de Bolsa Família, de quaisquer medidas que beneficiassem um público carente. Se você viaja de avião, supõe-se que necessite de hotel, de restaurantes e de uma porção de gastos que o desqualificam como pessoa carente. Em outro comentário, denominado "O preço de não pagar nada" ponderei porque não suponho que deficientes sejam mais merecedores de passagens aéreas subsidiadas do que quaisquer outros indivíduos. E em "Justiça e viabilidade", argumento que por vezes, a justiça de um benefício tem de aguardar a viabilidade para que classes de indivíduos iguais não sejam tratadas de forma diferente.
Ah! Mas um deficiente pode estar a viajar de avião porque necessita fazer uma cirurgia. Se o motivo da edição da lei fosse esse, então, estaríamos a discorrer longamente sobre a forma de comprovação de renda, de apresentação de atestados médicos, de agendamentos de cirurgias... Não poderíamos admitir que outros deficientes, a passeio, subtraíssem recursos necessários ao custeio das passagens de deficientes que viajam angustiados para tratar da saúde.
Deficientes são pessoas especiais? Sim, mas apenas quando qualquer condição diferenciada for devida pelo especial motivo de sua deficiência. Não podemos requerer descontos no supermercado, pois outros indivíduos têm estômagos igualmente exigentes. Não podemos ir gratuitamente a um concerto de Rock porque não há motivos para que nos divirtamos mais do que outros indivíduos. Há poucos, realmente poucos motivos para benefícios genuínos. Contudo, sempre que estes motivos genuínos aparecerem, é lícito, é moral, é justo que os requisitemos. Sempre que nos manifestamos a favor de benefícios incoerentes, pagamos o preço de perder credibilidade. Quem pede a todo o momento, não é ouvido quando tem razão.
Gostaria de ver o mesmo entusiasmo para solicitar mais livros nas bibliotecas Braille. Mas, em geral, elas estão vazias. Há algum tempo, li sobre a possibilidade de que uma delas fosse desativada por falta de leitores. Quando temos tantos cegos desempregados, supomos que a procura por livros possa aumentar, mas infelizmente, a maioria continua a apostar na sorte ou na indicação de um amigo bem relacionado. O grande ciclo vicioso é que, quem não estudou, em geral, não é capaz de valorizar o estudo. Ao contrário, prefere chamar a atenção para outros aspectos em que tenha demonstrado êxito em sua vida. Não, não digo que estudar seja o único caminho, mas tenho observado que é o caminho mais seguro.
Mas se estamos o tempo inteiro a requerer passagens aéreas, quando não temos livros nas bibliotecas, então, seremos tratados como pessoas incoerentes que não pensam em um meio para crescer, mas tão-somente em um conforto material subsidiado. E se vendermos esta espécie de credibilidade, então, é bastante provável que não tenhamos êxito em nossos pleitos. Talvez, haja quem diga: Ora, ora, o Luís parece que torce contra! Não, definitivamente não. Entretanto, gostaria que tão-somente os pedidos coerentes, bem ponderados fossem feitos, pois assim, teríamos maior chance de que as verdadeiras e grandes causas das pessoas deficientes fossem atendidas.
Certo dia, um colega disse-me: Como sabe, participo de um grupo de discussão voltado para o público de pessoas cegas. É incrível! Como escrevem mal. Sim, é verdade que o brasileiro, de modo geral, escreve mal. Mas o que vi é estarrecedor! Os erros de grafia chegam ao absurdo. Não poderia ser de outro modo. Se o pouco que lêem é por meio de leitores de tela, se esqueceram o Braille e se não possuem o costume de consultar dicionários, então, não poderiam escrever de outro modo. E mal sabem os que assim procedem que a escrita é instrumento de poder. Se somos aptos a escrever um texto correto, passamos a imagem primeira de pessoa cuidadosa, observadora e inteligente. Se, ao contrário, escrevemos mal, passamos a imagem de pessoa relaxada e nossas idéias são tidas menos em conta do que o seriam se tivéssemos escrito um texto adequado.
Não lhes digo isso para que cessem de escrever ou para que fiquem magoados comigo. Na verdade, esta reflexão nasceu da leitura de mensagens de um grupo e não me refiro a ninguém que tenha comentado neste tópico. Tenho a preocupação de que todos aqui tenham o seu emprego, escrevam bem ou mal. Também não quero ler apenas textos incrivelmente bem acabados. Não estamos na Academia Brasileira de Letras. Na verdade, apenas digo isso, porque sei que a má escrita é, para muitos cegos, sem que o saibam, motivo de exclusão, de imagem prejudicada e, portanto, pessoas mais passíveis a não progredir no emprego e na vida. Além disso, creio que se abrisse um tópico sobre esse assunto, a maioria o descartaria pelo título. Tenho de correr o risco de ser mal entendido. O que desejo é despertar indivíduos para uma realidade que, dita ou não, faz parte da vida. Bem melhor é que se fale sobre ela e que possamos mudá-la. Mas se continuaremos a pedir benefícios com o espírito se colar, colou, então, não podemos esperar que nos levem a sério. Creio que precisamos menos de benefícios e mais de atitude. Comentei um texto que revela minha doutrina. Está em http://www.lerparaver.com/braille_paixao. O título do comentário é Atitude. Não espero que muita gente comente este texto. Sempre que abordo o tema da responsabilidade individual e da atitude, o texto faz pouco sucesso. Disso é exemplo, o primeiro texto que publiquei no Ler para ver que jamais foi comentado: http://www.lerparaver.com/node/8262.
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