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Últimos comentários

  • professorneto comentou a entrada "Mais mil professores de Educação Especial em 2009/2010" à 16 anos 5 meses atrás

    Será que isto é verdade? Ou mais uma falácia governamental?
    É que muitos docentes de educação especial estavam colocados em regime plurianual mas sem vínculo definitivo. Agora foram colocados com vínculo definitivo. Mas o seu número definitivos/não definitivos, não deve ter aumentado.
    A tal CIF está ainda em fase experimental. E aparenta ser uma classificação pouco clara pois faltam às equipas de avaliação, muitos técnicos especializados com vinculo definitivo.
    Os professpres (alguns) têm estado em formação mas se a querem ter pagam-na do seu bolso pois a que o ME fornece não é minimamente suficiente para as necessidades. Esta "entidade patronal" sempre se valeu da necessidade ~que os docentes têm de formação para não lha oferecer. Os docentes que se querem actualizar têm de pagar a formação do seu bolso pois o "patrão" apenas a "dá" a 10% dos que dele necessitam.
    «Desairada» é a forma como foi feita a transição. Dizer mal do anterior modelo apenas retira razão a mprofere tamanha enormidade. E quando se atingir o "ideal do funcionamento" virá outro governo dizer que este modelo actual é um desaire e muda tudo para qualquer outra coisa, esquecendo-se de proceder a uma avaliação criteriosa e objectiva.
    Finalizao, dizendo que a criação de recurso técnicos, escolas de referência, salas especializadas, juntando um ou dois professores e dando-lhe um nome pomposo é apenas tapar o sol com a peneira. Sei de escolas em que foram criados esses «recursos» mas que nada tinham de equipamentos e com nada foram dotadas. Apenas o nome mudou!
    Mas quem sabe se, até 2013, não teremos tudo em ordem e a funcionar às mil maravilhas...?!

  • ana rita saraiva comentou a entrada "rádios: " à 16 anos 5 meses atrás

    ola ze to. obrigada. aindabem que gostou do post.obrigada por ter comentado. ok. se me quiser adisionar no MSN deicho aqui o meu mail. anasaraiva92@gmail.com. beijos.

  • Norberto Sousa comentou a entrada "Telefone" à 16 anos 5 meses atrás

    Caro Tiago,

    Esse tipo de software já existe.
    Pesquise por: "Talks" neste portal e encontrará muita informação.
    Pode ainda visitar um post com um projecto idêntico, o qual tem criado alguma polémica, claro está, porque antes de se partir para qualquer que seja o projecto, e em qualquer que seja a área, deve-se pesquisar muito bem o assunto e o que já existe para que não se faça trabalho duplicado e inútil.

    http://www.lerparaver.com/node/6540

    Cumprimentos
    NSousa

  • Norberto Sousa comentou a entrada "diferença entre cego e invisual" à 16 anos 5 meses atrás

    Caro(a) Utilizador(a),

    Se nos baseá-se-mos no que se diz na televisão e outros meios de comunicação então estaríamos desgraçados!
    O que seria da Língua Portuguesa!

    Vejamos os esclarecimentos que se seguem, a ver se as dúvidas relativas a esta diferença para de persistir.

    a palavra Invisual, no seu significante primário, refere-se àquilo que não se vê, quando utilizada como adjectivo. Contudo, devido à sua crescente utilização pelos portugueses, e é por isso que é encontrada nos dicionários mais recentes com o significado de cego, adquiriu o valor de sujeito para denominar aquele que não vê, mas tendo no seu significado uma associação de eufemismo.

    Citações Ciberdúvidas:

    [Pergunta] Não estará errado usar a palavra invisual (cego)?
    Não consigo encontrar a palavra invisual em qualquer dicionário.

    Fernando Coelho Kvistgaard :: :: Caldas da Rainha, Portugal
    [Resposta] Invisual [in (como o sentido de negação) + visual, «que é relativo à vista ou à visão»] está há muito aceite como sinó[ô]nimo de «cego». Encontra-a registada nos mais recentes dicionários de língua portuguesa (casos do da Academia das Ciências de Lisboa e do da Porto Editora, por exemplo).
    É um neologismo de recente data que, ao tempo, teve os seus detra(c)tores – Rodrigo de Sá Nogueira, no seu Dicionário de Erros e Problemas de Linguagem (Livraria Clássica Editora, Lisboa, 1974), considerou-o «incontestavelmente impróprio», preferindo o termo invidente –, mas o uso generalizado consagrou-o definitivamente na linguagem corrente. Como se lhe refere Vasco Botelho de Amaral (in Glossário Crítico de Dificuldades do Idioma Português, Editorial Domingos Barreira, Porto, 1947):
    «(...) Nada tem de erróneo a palavra invisual, pois, investigando em Quicherat, vejo que já no latim existiu ‘visualitas’, no sentido de “vista”. (...) Se puristas houve que protestaram contra o emprego de invisual, não tiveram absoluta razão.
    «Evidentemente, não se pode nem se deve tentar postergar a tradicional e natural palavra cego, substituindo-a pelo neologismo eufémico invisual. Mas penso que o existir também o vocábulo invisual nada tem de impurismo. Veja-se, por exemplo, como coexistem em todas as línguas os termos vulgares, os populares, os gerais, e os especiais, os técnicos, e outros com emprego particular. Por exemplo, a perda de vista não se chama, em linguagem científica, amaurose? Não se criou o termo tiflologia, com base no grego ‘typhlós’, cego, para se nomear a instrução aos cegos? A escrita em relevo ou a pontos, para uso dos cegos, não se chama tiflografia, recorrendo-se ao mesmo vocábulo grego? Dir-me-ão que invisual não está nas mesmas condições, mas eu advirto que me estou referindo à coexistência de termos gerais, como cego, e outros que se criam para particularizar, como é invisual, que os cegos desejam para traduzir o seu estado, a sua condição física, liberta, porém, da ideia de incapacidade para vida do trabalho e da instrução.
    «Neste sentido, isto é, com esta aplicação, dou o meu apoio linguístico ao criador da palavra invisual. (...) Cego é a palvra geral, popular e culta, aplicável a todos os privados de vista. Mas invisual é termo bem formado e, linguisticamente (ou até puristicamente), nada tem de condenável, desde que se aplique em uso eufémico ou em intenção de valorizar os cegos.»

    ---

    Invisual /cego
    [Pergunta] É corrente designar por invisual aquele que não vê, ou seja, que é cego.
    Todavia, conheço quem defenda que invisual significaria aquilo que não pode ser visto.
    Quem tem razão?

    Helder João Fráguas :: :: Portugal
    [Resposta] Como diz o Prof. Neves Henriques, na resposta anterior Anomalia, «Se visual não significa 'aquele que vê', é uma anomalia dizermos invisual em vez de cego.»

    ---

    [Pergunta] O que é anomalia?

    Débora Soares :: :: Brasil
    [Resposta] É o carácter de ser anómalo. É o estado de não-conformação da linguagem com uma estrutura regular, isto é, com o que está estabelecido. Uma frase é anómala, quando apresenta divergências no que toca às regras da língua. Assim, os verbos irregulares são considerados uma anomalia. Eis algumas anomalias:

    1. - Lexicais:

    a) Rendabilizar. - Esta palavra não é formada de rendável, mas de rendível. Por isso, diga-se rendibilizar.

    b) Invisual (= cego). - Se visual não significa «aquele que vê», é uma anomalia dizermos invisual em vez de cego.

    --

    Cumprimentos
    NSousa

  • jessica natacha comentou a entrada "diferença entre cego e invisual" à 16 anos 5 meses atrás

    Olá!
    Eu sempre achei que cego é uma palavra muito dura, quando falo com os meus amigos uso sempre 'invisual'. Mas agora que li o teu post não posso deixar de concordar, realmente as coisas são inênticas e o teu ponto de vista tem lógica. Começo a pensar que se fosse comigo não me iriam magoar por dizerem 'cega', e como isso um dia me vai acontecer derivado á minha baixa visão começo a ver que realmente é um absurdo por parte de quem pensa que ao dizer cego vai magoar. Agora é que estou a chegar a essa conclusão.

    Beijinhos

  • tiagduarte comentou a entrada "PROBLEMAS NAS RELAÇÕES FAMILIARES OU NO NAMORO, QUE ENVOLVAM A DEFICIÊNCIA VISUAL" à 16 anos 5 meses atrás

    Olá ana!

    Dos aspectos que referiste, só não concordo quando dizes que se não fosses para o nossa senhora dos anjos e não aprendesses certas coisas por lá, aprenderias por ti. Claro que alguma coisa podemos aprender por nós próprios, mas por exemplo, na cozinha, se não tivermos nem uma noção básica das coisas, é complicado aprender sozinho. Ninguém nasce ensinado.

    Bjs e fica bem.
    Tiago Duarte

  • Ana Rocha comentou a entrada "PROBLEMAS NAS RELAÇÕES FAMILIARES OU NO NAMORO, QUE ENVOLVAM A DEFICIÊNCIA VISUAL" à 16 anos 5 meses atrás

    Ana RochaOlá Tiago e Jorge, eu ceguei aos 15 anos devido a doença Síndrome de Alstrom que podem ver no directorio oftalmologico. Mas reaprendi a viver, por acaso ja sabia ler braille porque a minha visão era de 10% e como tremia muito a vista devido a um nistagmo fui aos 4 anos aprender o braille no centro Hellen Keller. Agora já tenho 27 anos, sei fazer algumas coisas, otras vou aprendendo como todos etc. Força a todos. Se quiser partilhar alguma coisa aqui fica o meu msn: ana.golfinha@gmail.com e o meu mail pessoal: alanarocha@sapo.pt

  • Ana Rocha comentou a entrada "PROBLEMAS NAS RELAÇÕES FAMILIARES OU NO NAMORO, QUE ENVOLVAM A DEFICIÊNCIA VISUAL" à 16 anos 5 meses atrás

    Ana RochaOlá Tiago, antes demais os meus parabéns pelo teu comentário pois são grandes verdades... Eu actualmente namoro um rapaz ambliope e eu sou cega total, mas como o amor é forte supera os preconceitos e todas as limitações e todos nós aprendemos tudo. Eu estive em Julho no centro nossa senhora dos njos a ter aulas de cozinha que me fizeram muito bem mas se não as tivesse aprenderia por mim, pois todos nós somos iguais com mais ou menos uma limitação mas todos aprendemos tudo... Os meus parabéns a todos os casais deficientes, que todos sejam felizes...

  • MANUEL ANTONIO FERNANDES comentou a entrada "ACAPO denuncia incumprimentos por canais televisivos (*)" à 16 anos 5 meses atrás

    Subscrevo inteiramente as premissas avançadas pelos dirigentes da ACAPO porquanto devemos todos assumir, até a sociedade em geral e o Estado, a obrigação moral de assegurar o acesso alternativo a conteúdos infornmativos que, afinal, não estão muitas vezes ao alcance duma larga franja daquela mesma população que o seu mercado ou a audiência que, no serviço público de televisão, são quem paga e justifica o dinheiro dos contribuintes nela esbanjado.
    O Clube de Cultura da ACAPO pretende organizar um colóquio para questionar ao vivo e com a presença do Provedor do Telespectador, precisamente, sobre dobragem em português de apontamentos informativos e sobre audiodescrição, a qual, aliás, já a RTP fez em condições técnicas fraudulentas, ou seja, vangloriando-se dum procedimento que não aproveitou a ninguém, pelo menos, satisfatoriamente.
    Tudo isto devemos nós discutir e esclarecer; façamo-lo, pois, aderindo às acções que o Clube de Cultura da DL/ACAPO planeia em favor da plena cidadania dos deficientes visuais. Este Clube é contactável pelo telefone 21 318 29 23 ou pelo e-mail tb-lisboa@acapo.pt

  • anónimo comentou a entrada "Esta é a vossa oportunidade" à 16 anos 5 meses atrás

    Um dos dias felizes foi aquele em que fui com uma colega à escola e verifiquei na pauta ali afixada, que tinha concluído o 12º ano. Ah, que alegria, era tudo o que eu mais desejava em termos escolares. Tudo graças ao sistema de ensino vigente à data... Porquê? Os livros vinham tarde e a más horas, e se chegassem. O computador era um objecto ainda muito estranho e o melhor que tinha era uma Braille-N Print, que apenas estava na escola e onde eu me recusava a fazer testes de línguas e Matemática porque aquilo fazia gralhas atrás de gralhas... Que arranjassem quem os traduzisse... Tive professores que só tinham boa vontade, porque condições e formação, ninguém lhes deu, é verdade, e o facto de terem boa vontade fez muita diferença para mim e sou grata por isso. Mas tive 2, que me retiraram das aulas deles por um ano e com um decreto de uma certa Direcção Regional de Educação... Tive um outro que não me deixava tirar apontamentos nas aulas. Depois queriam impor-me uma carga horária extra, além da que já era comum a todos. Nem pensar. Também não era justo porque era só para estar na palheta com a prof. do ensino especial... E era eu que tinha de escrever os trabalhos à mão para dar aos professores. Em casa, não tinha quem me ditasse fosse o que fosse. Mas tinha excelentes colegas: juntavamo-nos para estudar, íamos para casa umas das outras, embora por vezes o assunto de interesse focava-se na esplanada e fazíamos outras contas, e pesquisávamos outras histórias. Eu tentava abstrair-me dos obstáculos pela via do desinteresse, é certo. Fazia o bastante para passar com notas razoáveis e não criava expectativas aos professores. E cá vai uma notinha aos professores: os alunos não são assistentes pacivos de palestras. Deviam ser entendidos como agentes activos na construção do seu próprio percurso escolar, não apenas no âmbito da execução, mas também no domínio da formulação do rumo da sua actividade dentro da escola. É mais útil conversar com o aluno deficiente sobre as estratégias que lhe querem aplicar, em vez de simplesmente o bombardearem com teorias elaboradas por pessoas de renome, mas que nunca questionaram os deficientes sobre coisa nenhuma, limitando-se apenas a formular hipóteses baseadas nas suas crenças mais ou menos preconceituosas e desinformadas. Se eu tivesse tido outras condições materiais e motivacionais, talvez eu tivesse melhor aproveitamento na escola mas eu pensei sempre que não era por isso que deixaria de arranjar trabalho. De facto, já trabalhei em várias coisas, umas que exigiam qualidade da minha parte e outras que nem interessa que eu saiba ler e escrever, quanto mais que tenha o 12º ano! E o que eu noto nestes 8 anos de mercado de trabalho é que para as pessoas, se um cego for licenciado, é um super herói, (e nenhum cego tira um curso superior com facilidade, é certo), mas se um cego tem um curso profissional ou a 4ª classe, para elas é simplesmente um cego.

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