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Comentários efectuados por isabel Lopesanónimo

  • Isabel Lopesanónimo comentou a entrada "BASES PARA UMA EMPRESA SEM BARREIRAS ATITUDINAIS" à 10 anos 6 meses atrás

    Caro Francisco, este tópico é sempre muito oportuno, visto que hoje em dia algumas empresas procuram mostrar a sua vertente social através da empregabilidade de pessoas com deficiência, contudo as barreiras atitudinais de que fala continuam a existir e sei bem do que falo.
    Se me permite vou imprimir a sua postagem e apresentá-la na próxima reunião técnica da instituição onde trabalho a fim de despertar consciências.
    Cumprimentos
    Isabel Lopes

  • Isabel Lopesanónimo comentou a entrada "O presidente da ACAPO não deveria ser cego?" à 10 anos 7 meses atrás

    Bom dia caro Luís, não podia estar mais de acordo consigo. Se bastasse ver para se saber governar não teríamos o país no estado que está, já que ele sempre foi governado por pessoas que vêm e por isso inquestionáveis.
    Fala no seu texto de tantas coisas verdadeiras:
    De pessoas que sendo incompetentes não são postas em causa só porque vêm, enquanto nós, e não me estou a vitimisar, porque até trabalho na área na qual me licenciei, somos muitas vezes questionados e postos um pouco de lado porque não vemos;
    Falou de uma coisa fundamental e que pouca gente se lembra de referir, da falta de qualidade pessoal e profissional de quem trabalha com pessoas com deficiência e sei bem do que falo. Comigo, enquanto fui apoiada na escola tudo correu bem, mas agora trabalho numa instituição ligada à deficiência mental e assisto todos os dias a atropelos aos direitos de pessoas que ainda com deficiência são pessoas. Quando me manifesto contra apressam-se a dizer-me que não estudei para trabalhar com pessoas com deficiência e que não sei nada de deficiência, sendo eu cega.
    É verdade não estudei nessa área, mas sou deficiente e sei que há direitos que devem ser respeitados em qualquer deficiência.
    Se as pessoas que trabalham com a deficiência deixassem de lado os seus preconceitos, seria um grande passo, por ventura o maior para a sociedade olhar para nós de maneira diferente, ou melhor igual a todos.
    Cumprimentos

  • Isabel Lopesanónimo comentou a entrada "PROBLEMAS NAS RELAÇÕES FAMILIARES OU NO NAMORO, QUE ENVOLVAM A DEFICIÊNCIA VISUAL" à 12 anos 3 meses atrás

    Obrigada António pelo seu apoio e pelo humor com que o demonstrou.
    Vivo em Elvas, cidade com cerca de 30 mil habitantes, na qual todos se conhecem e todos falam de todos e o argomento que me deita a baixo é quando a minha mãe me diz "Somos uma família humilde mas que sempre foi respeitada e nunca ninguém falou de nós e agora as pessoas comentam que tu andas com um rapaz mais novo".
    E eu sinto-me um monstro que mancha a honra da família.
    Só tenho pena e já o disse à minha mãe que quando as pessoas diziam "Coitadinha é ceguinha" ela nunca se importou.
    Não sei o que vou fazer, se vou aguentar mas por enquanto não penso desistir de quem quer estar comigo, é raro o dia que não choro por causa disso, mas vamos ver.
    Obrigada pelo apoio

  • isabel Lopesanónimo comentou a entrada "PROBLEMAS NAS RELAÇÕES FAMILIARES OU NO NAMORO, QUE ENVOLVAM A DEFICIÊNCIA VISUAL" à 12 anos 3 meses atrás

    Bom dia, não é meu hábito entrar em foruns e comentar, mas este tema diz-me muito e por isso...
    Sou cega desde muito pequena é há algumas coisas que eu gostava de partilhar.
    Sim é verdade, os sogros, as tias e também muito importante os amigos condicionam bastante uma pessoa a assumir uma relação com uma pessoa cega, especialmente se for mulher, e depois quém faz as coisas lá em casa? É que na óptica dos preconceitoosos a mulher cega não serve para criada, que aé a visão que essas pessoas tão inteligentes têm de uma esposa.
    No entanto nem se preocupam em conhecer a pessoa e as suas capacidades.
    Isso aconteceu-m algumas vezes ao longo da minha vida.
    Agora tenho uma pessoa que me aceita sem reservas nem vergonhas, mas... é bem mais novo que eu. E lá vem outra vez o preconceito, desta vez da parte da minha família e amigos, que não entendem que eu já fui vítima disso mesmo.
    O preconceito existe, temos é de saber se conseguimos lidar com ele ou não. Eu sempre achei que sim, mas agora como são os meus próximos que me atacam, já não sei. r