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Conteúdos com o tema Deficiência

Nesta página pode ver todo o conteúdo do Lerparaver organizado tematicamente.

Limites e possibilidades da Mãe-social nas casas-lares

por Lerparaver

Por Elizabet Dias de Sá

Ao ser convidada para falar sobre disciplina e limites com técnicos e Mães-Sociais que actuam em Casas-Lares no Estado de Minas Gerais, procurei conhecer os aspectos que me pareceram essenciais para compreender a natureza deste projecto e situar a demanda, manifesta de forma ampla e vaga. Neste sentido, as expectativas extrapolavam a mera demarcação de procedimentos, posturas, atitudes ou recomendações instituídas na forma de leis, contratos ou regulamentos. Percebi que se tratava da abordagem de conflitos vivenciados pelas Mães-Sociais no desempenho de suas funções, particularmente, no que se refere à colocação de limites, à disciplina e às normas de convivência no espaço das relações institucionais e interpessoais. Aos poucos, foram emergindo apelos presentes no convívio diário de um grupo socialmente constituído à imagem e semelhança de um núcleo familiar.

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Lazer sem deficiência

por Lerparaver

Por Elizabet Dias de Sá

O lazer é muito importante na vida das pessoas. Sem lazer, a rotina torna-se insuportável, a vida fica monótona, tediosa e tensa. Necessitamos aliviar as tensões por meio de actividades descontraídas e fora do quotidiano. Nem sempre, porém, o lazer é concebido e assimilado como algo desejável e necessário à boa saúde.

A experiência do lazer é aprendida e deve ser cultivada de forma natural na vida da criança e do adulto. A criança educada em ambiente que valoriza a brincadeira e a interacção social poderá desenvolver hábitos e atitudes saudáveis , exercitando sua criatividade e imaginação. A escola e a família influenciam consideravelmente o despertar de interesses e a dinâmica do lazer.

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Um novo milénio, um novo olhar sobre a pessoa humana

por Lerparaver

JOSÉ PEDRO - Um novo milénio, um novo olhar sobre a pessoa humana

Por: José Pedro Amaral

2000

Ao concluir-se uma década, um século e por sinal um milénio seria uma belíssima oportunidade de se fazer uma retrospectiva de como surgiu a necessidade, humanamente aceite por todos, de se iniciar uma política de habilitação, reabilitação/formação e consequentemente inserção e integração não só social como também laboral dos cidadãos que por força das Suas Próprias circunstâncias carecem de necessidades especiais. Devemos procurar acima de tudo fazer um grande esforço para banir do vocabulário quotidiano as expressões: Deficiente e Pessoa Portadora de Deficiência; expressões que à partida não têm cabimento numa filosofia de vida - num tempo que se afirma de modernidade material, mas que também o deverá ser num plano mais elevado como o Espiritual - onde todo o ser humano é, e deve-o ser, encarado como Pessoa Única e, por isso, isento de uma medida qualitativamente padronizada. As Suas dificuldades são normais, inserido num grupo de outros tantos que também têm as Suas. Daí pensar-se - erradamente - na quase incompatibilidade com os restantes seres humanos, e por conseguinte a estrutura social. É limitador o uso desses adjectivos; parecem inofensivos, mas vão limitar, à partida, todo o percurso de um ser humano, que se busca intensamente a si mesmo e a sua própria autonomia no sistema Social ao qual nunca deixou de pertencer. Só assim é possível construir-se uma sociedade mais Humana, mais Equilibrada, mais Justa e mais Fraterna.

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Homem biónico

por Lerparaver

Revista Amanhã Economia e Negócios Edição 170 - Setembro de 2001

John Hockenberry

O que significa ser um humano? Mais: o que é "parecer" humano? Sério: essas questões se tornam cada vez mais abertas ao debate quando se contemplam as novas e extraordinárias tecnologias para auxiliar pessoas deficientes a ter uma vida melhor. Com o advento dos dispositivos wireless, a internalização ide aparelhos eletrônicos no corpo humano avançou tremendamente, e hoje se pode dizer que a espécie humana está na mesa de desenho de alguns projectistas bastante incomuns. E os deficientes físicos, que há anos já vêm-se amparando em tecnologias específicas para interagir com o mundo ao seu redor, levam vantagem nesse novo cenário.

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Os livros em minha vida

por Lerparaver

Por Janice Silveira

Eu tinha, naquele começo de tarde de Abril de 1996, quarenta e seis anos.

Fui para casa sem olhar para a minha sala, no andar térreo do edifício e sem saber que jamais voltaria a trabalhar ali.

Depois de meses de licença, fui aposentada por invalidez e o neurologista me "receitou" uma cadeira de rodas... eu fiquei desesperada, pois estava determinado e comprovado: eu me transformara numa pessoa inválida... e a depressão tomou conta de mim.

Os meus filhos ficaram desesperados e eu mais ainda por vê-los naquele estado. Os três "meninos" se fizeram presentes e me deram presentes. Mas, o mais significativo foi um computador, pois eu já não podia manuscrever.

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2003: Ano Europeu da Pessoa Com Deficiência. Porquê?

por Lerparaver

Por José Adelino Guerra

Artigo publicado na revista "POLIEDRO" em Janeiro de 2003

Os cidadãos com deficiência representam na União Europeia uma população de aproximadamente 38 milhões de pessoas, calculando-se que em Portugal vivam cerca de um milhão de cidadãos com algum tipo de deficiência (valores apurados pelo projecto Quanti do SNRIPD entre 1993/95 e concordantes com os dados da OMS).

Recentemente, foram publicados os resultados do censo nacional à população portuguesa efectuado em 2001,que revelou um número significativamente inferior ao apurado pelo projecto Quanti: o número de pessoas com deficiência recenseadas em 12 de Março de 2001 cifrou-se em 634 408, representando 6,1% da população residente. No entanto, a fiabilidade destes resultados já foi posta em causa, porque, como o próprio INE (Instituto Nacional de Estatística) adverte “as respostas sobre a deficiência e grau de incapacidade obtidas nos Censos 2001 resultam sobretudo da autoavaliação de cada respondente em relação aos tipos de deficiência inscritos nos respectivos questionários. Mesmo nas situações em que as respostas dos questionários foram preenchidas pelos recenseadores na sequência de entrevista directa e não de autopreenchimento dos questionários pelos respondentes, a resposta baseia-se na autopercepção que cada pessoa tinha em relação às suas características individuais ou dos membros da família em relação aos quais estava a prestar informações”, havendo, portanto, presumimos nós, a possibilidade séria de muitos cidadãos deficientes ou suas famílias não terem preenchido ou respondido às questões relacionadas com a sua situação de deficiência, já que em Portugal ainda há algum “pudor” em aceitar essa realidade, sobretudo quando ela mora em nossa casa.

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Deficiência: Do imaginário à realidade

por Lerparaver

Seminário “a representação da deficiência na comunicação social - boas e más práticas”

Barcelos, 10 de Julho de 2003

Vou partilhar convosco algumas ideias sobre aquelas que, do meu ponto de vista, são as dificuldades na abordagem das problemáticas da deficiência, por parte da Comunicação Social, bem como aqueles que poderão ser os seus contributos para a desmistificação e para a clarificação de falsas crenças que ainda existem em torno destas questões.

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Voluntariado, benefícios e limitações

por Lerparaver

OS DEFICIENTES VISUAIS E A LEITURA

Colóquio

TEMA 6 - O CONTRIBUTO DO VOLUNTARIADO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE LEITURA

VOLUNTARIADO - Benefícios e Limitações

(por Assis Milton)

Dezembro de 1999

Falar de Voluntariado é quase tão complicado como falar de Amor. Quem não sabe o que é o Amor, e quem não sente que sabe o que é Voluntariado? Mas quando alguém se dá ao trabalho de pôr estes conceitos no papel, ou tenta abordá-los de improviso, depara-se com inúmeros pequenos e grandes obstáculos. Rigorosamente falando, o conceito absoluto de Voluntariado não existe. No Mundo não há duas pessoas iguais, nunca houve nem nunca haverá. Segue se daqui que cada um de nós tem um conceito de Voluntariado ímpar. Isto não quer dizer que não tentemos encontrar o denominador comum da sua essência. Portanto, vou debruçar-me sobre este assunto de acordo com a minha sensibilidade.

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A multideficiência (uma abordagem na prespectiva familiar)

por Lerparaver

Por Maria Teresa Maia

INTRODUÇÃO

Decidimos trazer este tema ao Congresso da ACAPO por ele ser um problema que afecta um número crescente de indivíduos, com características muito peculiares e, que no nosso País não está, ainda suficientemente, reflectido. É uma das muitas competências da ACAPO, ter uma política associativa definida e aprofundada para estes deficientes visuais, do mesmo modo que a tem para outros grupos bem determinados de cegos e amblíopes.

Decidimo-nos a abordar este tema, numa perspectiva das famílias dos Multi-Deficientes, por sermos particularmente sensíveis a este ângulo do Problema e, porque no que toca à intervenção educativa ou de reabilitação, existirem excelentes trabalhos e excelentes técnicos que os desenvolvem.

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Convenção internacional sobre os direitos humanos das pessoas com deficiência

por Lerparaver

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL

CONVENÇÃO INTERNACIONAL SOBRE OS DIREITOS HUMANOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

NECESSIDADE E BENEFÍCIOS»

23 de Setembro 2003 – Fundação Calouste Gulbenkian

CONCLUSÕES


1. A dimensão de direitos humanos da deficiência

Os direitos da deficiência são direitos humanos. As pessoas com deficiência são titulares de todo o conjunto de direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais consagrados na Carta Internacional de Direitos Humanos, em igualdade com todas as outras pessoas. A igual protecção de todos, incluindo os que vivem com uma deficiência, e a não discriminação são os fundamentos nos quais se basearam os Instrumentos internacionais de direitos humanos.

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Ano europeu das pessoas com deficiência - Balanço parcial, referido a 13/09/2003.

por Lerparaver

Analisar o AEPD, em todas as etapas, - da preparação à realização - permite identificar e avaliar o impacto, na construção da sociedade inclusiva, das acções desenvolvidas, do cumprimento dos planos, destacando os factores condicionantes - positivos e negativos - que influenciaram o insucessos ou conquistas, posto que o projecto inicial, (constante da Declaração de Madrid) colidia com o contexto político-social característico das últimas décadas, em Portugal.

Análise retrospectiva dinâmica, porque novos factos amplificarão e esclarecerão a interpretação e juízos subsequentes, geradores da História do AEPD.

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